
A inauguração da fábrica brasileira da Chery, em Jacareí (SP), está prevista para julho deste ano. Deverão ser produzidos por lá a nova geração do QQ, as configurações hatch e sedã do Celer, além de um novo SUV compacto e um hatch, chamados de S31 e S32, respectivamente.
O S-18, lançado em 2012, e o Cielo, no Brasil desde 2010, deixarão de ser trazidos da China por não se “enquadrarem” na cota de importação sem pagamento do adicional de 30 pontos porcentuais de IPI. Habilitada como investidora no Inovar-Auto (leia aqui), a Chery tem direito a trazer da China sem pagamento do adicional do IPI apenas carros similares aos que fará no Brasil, o que não é o caso do Cielo e do S-18. A cota é equivalente a 25% do seu futuro potencial produtivo, ou até 37,5 mil veículos/ano. Atualmente, a empresa também importa sem imposto extra os modelos Tiggo e Face, montados em CKD no Uruguai.
Também pesou para descontinuação o fraco desempenho de vendas dos modelos. De acordo com dados da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), em 2013 o Cielo sedã teve apenas 107 unidades vendidas e o hatch, 307. O S-18 sequer foi comercializado no ano passado. O último registro de vendas deste modelo é do final de 2012, quando emplacou pouco mais de 1,5 mil unidades.
A Chery assegura que, mesmo com o fim da comercialização do S-18 e do Cielo, os proprietários desses veículos terão acesso a todos os procedimentos de pós-venda, desde manutenção preventiva a troca de peças, pelo tempo que for necessário.