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Chery estrutura rede e pensa na fábrica brasileira

As montadoras chinesas não se satisfazem com seu vigoroso mercado interno e buscam diminuir a ociosidade nas fábricas com o desembarque em países como o Brasil.
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cria

21 ago 2009

2 minutos de leitura

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Chery, BYD, Change e JAC são algumas das marcas com atividade no país na área de importação.

A Chery saiu na frente para estabelecer uma forte operação local. O primeiro passo foi lançar as bases de uma rede de distribuição nacional.

Luis Curi, presidente da Chery do Brasil, é experiente na área. Foi o responsável pelas vendas da Suzuki no país, logo depois da abertura às importações no início da década de 90.

O executivo sabe que depende de bons revendedores e também de uma rede de serviços de assistência técnica para ter sucesso com uma marca ainda pouco conhecida, que vem de um país com pouca história no setor automotivo e operações marcadas pela informalidade no trabalho.

Até dezembro ele espera nomear mais 15 concessionárias, que vão se somar às 30 atuais. O lançamento do Tiggo, em 20 de agosto, foi um passo importante nessas pretensões e para a meta de comercializar 4.500 veículos este ano.

Ao contrário da Suzuki, que restringiu a linha de veículos oferecida no Brasil, Curi espera abrir o leque de carros e SUVs da Chery por aqui, trazendo logo a seguir o QQ (na faixa do Mille), Face (que custará cerca de R$ 30 mil) e o A3, em versões sedan e hatch.

Fábrica no Brasil

Por enquanto a Nutriplus Alimentação e Tecnologia, de Salto, no interior do Estado de São Paulo, tem planos de aplicar US$ 35 milhões na operação. Para montar fábrica dependerá de incentivos, algumas centenas de milhões de dólares e parceiros importantes, começando pela própria Chery.

Cury sabe que uma coisa é trazer o Tiggo montado no Uruguai, com uma estrutura de preços competitiva a partir de componentes chineses, e outra bem diferente é construir veículos no Brasil, com uma equação de custos complexa na hora de contabilizar impostos, custos de mão de obra e produção.

Ele se prepara para colocar na praça uma campanha de propaganda para alavancar a marca e produtos e não descansará enquanto não estender a rede de distribuição.

O suporte e o interesse da Chery pela operação brasileira serão decisivos nos planos da Nutriplus. Mas recursos não têm faltado na expansão da indústria chinesa e o nosso mercado interno tem mostrado fôlego diante da crise – a ponto de atrair interesse crescente de outras marcas, como Hyundai e Kia, em expansão, e outras chinesas.