
O novo Tiggo traz o mesmo motor do anterior, um 2.0 de 16V a gasolina, 138 cv de potência, com transmissão manual de cinco velocidades e tração 4×2 dianteira, e se diferencia pelo design: há alterações nos para-choques, dianteiro e traseiro, grade frontal, faróis, frisos laterais, lanternas e capa do estepe. Internamente, a reformulação atingiu o painel, volante, bancos e seus revestimentos. De série, equipamentos como ar-condicionado, acionamento elétrico de vidros, travas e retrovisores, CD player com entrada USB, mas sem conexão Bluetooth, display no espelho retrovisor que reproduz bússola, altitude e pressão atmosférica. Entre os itens de segurança, freios antitravamento ABS com distribuição de frenagem EBD e itens de conforto, como console central, volante e manopla de câmbio.
Segundo o diretor de vendas da Chery no Brasil, João Carlos Rodrigues, o Tiggo concorre diretamente com Citroën Aircross, Renault Duster e Ford Ecosport. “Nossa vantagem é ter um carro completo, com um pacote de equipamentos de série, o que em outros veículos significa um custo a mais para o cliente”, afirma.
A Chery projeta vendas de 350 unidades por mês ou 4 mil por ano. “É um volume que representará uma participação de 3,7% no segmento de SUV”, acrescenta.
O CEO da Chery complementa e diz que o Tiggo acompanhará o crescimento que a empresa prevê para seus negócios neste e nos próximos anos no Brasil. Para 2013, a empresa espera entregar 20 mil unidades no mercado interno, um crescimento de 5% sobre as 17 mil unidades de 2012. Desse total, o QQ será responsável pela metade das vendas, seguido pelo Celer, com 4 mil unidades, e o Face, com 2 mil.
“Na medida em que a Chery iniciar a produção no Brasil e ser bem mais difundida, mais conhecida, o Tiggo e os demais modelos aumentarão naturalmente seus volume de vendas”, afirma Curi.
Apesar das apostas no SUV, não foi dessa vez que a Chery ousou com a versão automática ou flex do veículo, o que segundo Curi, ficará para “um futuro próximo”.
A marca chinesa, que em 2013 completa 4 anos de mercado brasileiro, se prepara para enfrentar uma nova fase no Brasil. Em janeiro, a Chery assumiu as concessionárias no País e iniciou uma reestruturação na rede: antes, o que eram quase cem revendas distribuídas pelo território nacional, cerca de metade fechou as portas em 2012, após o agravamento do desempenho das vendas de veículos importados devido ao aumento de até 30 pontos porcentuais do IPI.
Em fase de nomeação de novos grupos, a rede hoje supera o número de 68 pontos de vendas e até o fim do ano espera ter 75 concessionárias abertas.
“Nossa meta é expandir a rede para atender a produção nacional, o que vai aumentar o apetite do concessionário brasileiro. Em 2014, com a fábrica produzindo, deveremos dobrar o número de concessionárias, para pelo menos 150 casas”, completa.