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Chery QQ sobe o preço mas mantém ritmo de vendas

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Giovanna Riato

22 jul 2011

3 minutos de leitura

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Giovanna Riato, AB

A Chery chegou ao Brasil em meados de 2009 sem fazer questão de entrar pela porta da frente. Só agora a marca começa a mostrar a que veio, com o início da construção de uma fábrica nacional e fôlego nas vendas, puxadas pelo compacto QQ.

O modelo, apresentado este ano ao mercado nacional, chegou com o título de carro mais barato do País por R$ 22.990 mesmo com uma ampla lista de equipamentos que inclui airbag duplo, freios ABS e ar condicionado. O carrinho perdeu o posto para o Fiat Mille em 1º de julho, quando teve o preço reajustado para R$ 23.990, mas ainda assim não registrou desaceleração nas vendas.

Já foram emplacadas 2.537 unidades do modelo este ano, segundo dados do Renavam divulgados pela Fenabrave, a associação nacional dos distribuidores de veículos. Só no mês passado as vendas alcançaram 1.054 carros. Mesmo com o reajuste no preço, o ritmo até 22 de julho segue semelhante, com 735 unidades. Consultadas por Automotive Business, algumas concessionárias da marca em São Paulo indicaram espera média de 60 dias pelo carro.

Chery briga com “tostão contra milhão” da JAC

As vendas da Chery no Brasil este ano já passam de 8 mil unidades entre janeiro e a primeira quinzena de julho. A marca ocupa o 16º lugar no ranking de veículos leves, com 0,45% de market share, pouco atrás da conterrânea JAC Motors, 14ª colocada com mais de 10 mil carros e 0,57% do mercado.

A diferença é pequena perto do barulho que a JAC fez ao chegar no Brasil, com R$ 140 milhões aplicados em marketing. A empresa não poupou apelos para atrair os consumidores e contratou o apresentador global Faustão como garoto propaganda, abriu 50 concessionárias em um mesmo dia, adaptou os carros ao gosto dos consumidores brasileiros e destacou seis anos de garantia para os automóveis.

No caminho inverso, a Chery chegou devagar, investiu apenas R$ 8 milhões em marketing em 2010 e apostou no baixo preço dos carros chineses como o único diferencial. O tiro foi certeiro, já que a marca começou a deslanchar justamente no momento em que iniciou as vendas do “carro mais barato do Brasil”. A empresa também está na frente no número de concessionárias, que deve saltar das cerca de 80 para 100 até o fim do ano, contra as 80 revendas da JAC que deverão ser abertas no mesmo período.

A Chery também abre margem para crescer com a instalação de uma fábrica nacional em Jacareí (SP). Até 2015 a planta deverá montar 150 mil unidades por ano, com maior parte do volume destinado ao mercado interno. Apenas com importações a JAC Motors não terá fôlego para manter o mesmo ritmo.