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Chevrolet Cobalt tem os dias contados

Cobalt ainda encontra nas locadoras e nos taxistas um público fiel, mas é improvável que dure mais de um ano em produção
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Redação AB

14 set 2019

2 minutos de leitura

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Como consequência da chegada do Onix Plus, o Chevrolet Cobalt terá vida curta. O veterano é produzido na fábrica da General Motors de São Caetano do Sul (SP). Com 4,48 metros, ele tem comprimento semelhante ao do Onix Plus. Em casos como este, os descontos praticados e as vendas diretas acabam determinando o fôlego extra de mercado antes do fim da linha, que tende a ocorrer em menos de um ano.
“Como líder de vendas no mercado, a General Motors vê o Cobalt como forma de manter a lealdade aos taxistas, frotistas e motoristas de aplicativo, que gostam muito do carro”, afirma o diretor executivo de marketing para a América do Sul, Hermann Mahnke.
“Ele tem bom porta-malas (563 litros, 94 l a mais que o Onix Plus), bom espaço interno e por isso o mercado definirá até quando permanece em linha”, diz o executivo da General Motors.

Do lançamento em 2011 até os dias atuais, o Chevrolet Cobalt teve 275 mil unidades vendidas no Brasil. Seu melhor ano foi 2012, com 66,6 mil licenciamentos. O pior foi 2018, 21,5 mil carros. A reestilização de 2016 não foi suficiente para recuperar suas vendas no período pós-crise, sobretudo por causa da chegada de novos concorrentes como Fiat Cronos, Toyota Yaris e VW Virtus. De janeiro a agosto de 2019 foram 9,1 mil unidades, 29% a menos que em iguais meses do ano passado.
Outro ponto que reforça a aproximação do fim do Cobalt: a GM mantém em linha a carroceria antiga do Onix e do Prisma (Onix Joy e Onix Joy Plus) para atender a base do mercado. As versões Joy também são montadas em São Caetano do Sul.