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Chevrolet investe R$ 1 milhão para ter mais mulheres ao volante no Brasil

Com Djamila Ribeira como garota propaganda, montadora defende a necessidade de fomentar que elas assumam presença maior ao volante
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Giovanna Riato

26 jul 2023

3 minutos de leitura

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Ainda que a população brasileira seja 51% feminina, segundo o IBGE, elas são minoria quando se trata de habilitação para dirigir, totalizando 36% das CNHs. Por isso, a Chevrolet, em parceria com a filósofa, escritora e ativista Djamila Ribeiro, lança o movimento Elas na Direção, que fomenta a habilitação de mulheres para dirigir.

A montadora investe R$ 1 milhão nesse propósito, montante que será gerenciados pela organização Plano de Menina. “Tirar CNH pode custar até 3 mil reais, o que impede que muitas mulheres cheguem à habilitação para conduzir”, resume Christianne Rego, diretora de marketing da General Motors.

Segundo a empresa, não se trata de uma campanha, mas sim de um movimento.

“O meu maior sonho é que empresas como Stellantis e Volkswagen façam a adesão também. Em um tema como este, não existe concorrência”, diz a executiva.

Ela aponta que o objetivo da comanhia é, com o aporte inicial, começar um esforço conjunto, que atraia tanto outras organizações, quanto pessoas físicas interessadas em doar para fomentar maior presença feminina no trânsito. O financiamento coletivo está disponível aqui.

Para participar, as interessadas em ter apoio financeiro para tirar CNH precisarão se inscrever na plataforma do projeto. Elas serão selecionadas pelo Plano de Menina de acordo com o interesse e necessidade de dirigir. Critérios como dificuldade no deslocamento, necessidade de cuidado e transporte de algum familiar e papel econômico que uma habilitação para dirigir teria na vida das candidatas serão considerados na seleção.

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Mulheres já dirigem as próprias vidas, precisam também conduzir veículos

Djamila Ribeiro é mais do que estrela da campanha, mas também a idealizadora da iniciativa. Ela mesma levou a ideia para a General Motors. “Pelo meu histórico, não consegui tirar habilitação para dirigir com 18 anos, mas hoje tenho 42 anos e estou fazendo a minha CNH. Quero mostrar para outras mulheres que não há idade limite para isso”, diz a filósofa.

Ela lembra que mulheres já dirigem suas próprias vidas, a de suas famílias, as suas jornadas profissionais. Portanto, nada mais justo do que ter elas também mais presentes na condução de veículos. Djamila deixou o plano de tirar CNH de lado por muitos anos e, recentemente, viu esse interesse reacender por causa da filha, que fez 18 anos e sugeriu que a mãe e ela fizessem juntas o processo de habilitação.

A campanha é baseada justamente na experiência real de Djamila passando pelo processo de obter a habilitação para dirigir. Segundo pesquisas da Chevrolet, depois da barreira econômica, o medo de conduzir um veículo é o maior obstáculo para que mulheres assumam a direção. “Ter CNH é ter autonomia. Não vejo a hora de pegar a estrada”, diz a autora e filósofa, ciente de que ainda tem muitos caminhos para desbravar.