
Mostrada durante o Salão do Automóvel de 2014, a High Country passa a ser a versão topo de linha. “Percebemos que havia espaço para uma opção mais completa porque o valor médio gasto com acessórios vinha subindo entre os compradores da S10”, afirma o diretor de marketing da Chevrolet, Samuel Russell. A High Country usou como base a versão LTZ, mais completa. Tem motor turbodiesel de 200 cavalos, câmbio automático de seis marchas e tração 4×4.
“Estimamos a venda de 250 unidades por mês”, afirma Russell. Chama a atenção o santo-antônio exclusivo desta nova versão. Ele é instalado em conjunto com uma capota marítima e outros itens de acabamento que mudam muito a aparência da S10. As peças causam a impressão de que a cabine é mais longa e a caçamba, mais alta. As rodas maiores, de 18 polegadas, também ajudam a preencher melhor a lateral da caminhonete, que tem ainda faróis diferenciados (com cromo escurecido), aplique no para-choque dianteiro, estribos laterais e frisos cromados na base dos vidros.
O interior inclui forração de couro marrom e descansa-braço no banco traseiro. O do motorista conta com regulagem elétrica de altura, distância e inclinação. Ar-condicionado digital, computador de bordo, volante multifuncional, sensor de estacionamento, controlador automático de velocidade e central multimídia com GPS, DVD e câmera de ré são ouros itens da versão. A lista de itens de segurança inclui controle eletrônico de estabilidade, controle de velocidade em declive, cintos de segurança traseiros e central de três pontos retráteis.

As fotos superiores mostram a versão High Country, com santo-antônio exclusivo e interior de couro marrom. A Freeride também é bem completa. Central multimídia e câmera de ré equipam ambas
FREERIDE É NOVA OPÇÃO FLEX
Com preço mais camarada, a Freeride utiliza a mais potente das versões flex que equipam a S10. É um quatro-cilindros 2.5 com injeção direta e 206 cv, lançado em 2014. A transmissão manual tem seis velocidades. A picape recebe sistema multimídia, ar-condicionado, computador de bordo, vidros e travas acionados por controle remoto, controlador automático de velocidade, retrovisores elétricos e rodas aro 16, além de capota marítima, santo-antônio e câmera de ré.
CHASSI-CABINE PELA PRIMEIRA VEZ EM 20 ANOS
Seja pela retração de mercado, seja pela oportunidade que só outros fabricantes vinham aproveitando, a GM resolveu oferecer pela primeira vez em 20 anos uma versão chassi-cabine de sua picape. Com chegada prevista neste terceiro trimestre, a opção terá motor 2.4 flex de 147 cv ou 2.8 turbodiesel de 200 cv. A capacidade informada é de 1.343 quilos. A General Motors ainda não divulga preços nem listas de opcionais.
“O comprador poderá transformar em ambulância, utilizar caçambas de madeira ou os baús de alumínio para o transporte urbano de carga”, afirma o diretor de marketing, que estima 40 unidades mensais, 20 para cada motor.
Chassi-cabine terá duas opções de motor: 2.4 flex de 147 cv ou 2.8 turbodiesel de 200 cv. Preços ainda não foram divulgados
S10 ADVANTAGE TAMBÉM VEM NAS PRÓXIMAS SEMANAS
Baseada na versão LT, a S10 Advantage tentará atrair compradores com itens essenciais e algum conforto. O preço ainda não foi informado. Além da cabine dupla, os equipamentos já definidos para a picape serão motor 2.4 flex de 147 cv, rodas escuras aro 16, faróis de neblina, maçanetas pintadas da cor da carroceria, console central com porta-copos e porta-objetos, tomada extra para os passageiros de trás, luzes de leitura, sistema multimídia, vidros, travas e retrovisores com comando elétrico. O banco do motorista e a coluna de direção têm ajuste de altura.
A S10 fez 20 anos em março. Surgiu com motor 2.2 a gasolina e injeção monoponto. Além de cabines simples e dupla, já teve opção estendida. A geração atual foi lançada em 2012.
No primeiro semestre de 2015 a caminhonete Chevrolet teve 19 mil unidades emplacadas, volume 23,7% menor que o do mesmo período do ano passado. Naqueles seis meses, foram vendidas 28,3% mais S10 do que a segunda colocada, a Toyota Hilux. Na primeira metade de 2015 essa vantagem caiu para 14,5%.
Assista à entrevista com Samuel Russell