
|
|||||||||||||||||||||||||||
Mário Curcio
Durante a apresentação da linha Chevrolet S10 2012, Automotive Business entrevistou o vice-presidente de engenharia da General Motors, Pedro Manuchakian, que falou empolgado a respeito do novo projeto: “Ele foi todo desenvolvido pela GM do Brasil.” A picape terminou 2011 com mais de 42 mil unidades emplacadas, 28,7% acima da segunda colocada, a Toyota Hilux. Nessa conversa com Manuchakian, falamos a respeito do mercado e da transição do produto antigo para o atual.
Automotive Business – A S10 terminou 2011 com uma boa vantagem para a segunda colocada (Toyota Hilux), mas logo mais a Ford Ranger virá reformulada também. A Chevrolet conseguirá manter o primeiro lugar com a mesma folga do ano passado?
Manuchakian – Esperamos que sim. Sabemos que todo o mundo estará atrás de nós e respeitamos a concorrência, mas temos um produto competitivo.
AB – A GM cogitou manter alguma versão da picape antiga para ter um produto mais acessível de entrada?
Manuchakian – Não porque a diferença de preço não justificaria. Paramos produção da antiga em dezembro a fim de preparar a linha. A nova começou a ser feita em janeiro (a montagem da picape ocorre em São José dos Campos, SP).
AB – E a Blazer, continua?
Manuchakian – A Blazer parou (a assessoria de imprensa nega esta informação).
AB – A picape foi lançada no fim do ano passado na Tailândia, no período em que aquele país enfrentou enchentes, e a S10 brasileira usa peças tailandesas. Isso causou algum atraso na produção daqui?
Manuchakian – Não, realizamos uma série de esforços e conseguimos colocá-la em produção dentro do esperado.
AB – E que itens vêm da Tailândia?
Manuchakian – Alguns componentes forjados para suspensão.
AB – Qual o índice de nacionalização e até quantas unidades a fábrica conseguiria produzir por mês?
Manuchakian – Cerca de 70%. A capacidade está em torno de 4.500 unidades.
AB – Em que aspectos essa nova picape se destaca em relação à concorrência e também à versão antiga da S10?
Manuchakian – Ah, em conforto, nas suspensões, na precisão de resposta da direção, espaço interno e visibilidade.
AB – Recentemente, houve demissões em São José dos Campos (segundo o sindicato local, no setor que produz os Chevrolet Classic, Meriva e Zafira). Haverá mais cortes?
Manuchakian – Não, foram apenas ajustes. Com a produção da picape a todo o vapor, a tendência é contratar.