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Chevrolet Spin surge como modelo dois em um da GM

Depois de ser flagrada várias vezes rodando pelo Estado de São Paulo, algumas delas quase sem disfarce, a Chevrolet Spin finalmente é lançada. O modelo faz parte da renovação de linha de produtos da GM no Brasil e foi concebida no centro de desenvolvimento de São Caetano do Sul (SP). A minivan tem opções de cinco e sete lugares e foi criada a partir da mesma plataforma compacta utilizada no Cobalt e no Sonic. “O carro encomendado [ao departamento de design] deveria ser espaçoso”, afirmou o vice-presidente da General Motors do Brasil, Marcos Munhoz. São 4,36 metros de comprimento, quase o mesmo da veterana Zafira (4,33 m).
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28 jun 2012

5 minutos de leitura

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O lançamento chega à rede a partir da segunda semana de julho. Estreia o motor Econo.Flex 1.8, com apenas duas válvulas por cilindro e potência máxima de 108 cv quando abastecido com etanol. O câmbio manual de cinco marchas é o mesmo que equipa o Cobalt. A transmissão automática também é oferecida na linha Sonic, por exemplo. A Spin tem duas versões: LT, de cinco lugares, e LTZ, para sete ocupantes. O câmbio automático é opcional em ambas.

Os preços estimados partem de R$ 44.590 na LT e atingem R$ 54.690 na LTZ completa (veja lista completa no fim da reportagem). A GM acredita que esta última responderá pelo maior volume de vendas. A montadora estima a venda de 2,8 mil unidades mensais da Spin. Dependendo da versão escolhida, um financiamento com 40% de entrada e o restante financiado em 36 meses deve resultar em parcelas inferiores a R$ 1 mil, segundo a GM.

BOM PARA FAMÍLIAS E TAMBÉM TAXISTAS

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Spin estreia o motor Econo.Flex 1.8, com 108 cv quando abastecido com etanol. Desempenho geral agrada, assim como a posição de dirigir. Câmbio automático de seis marchas é opcional nas versões LT e LTZ.

A Spin é fabricada em São Caetano do Sul (SP) assim como o Cobalt, seu irmão de plataforma. Segundo a fabricante, 85% das peças são recicláveis e 97,2% são recuperáveis. “O carro será vendido na América do Sul, em países da África e Ásia. A Indonésia será outro local de produção do modelo”, afirma Munhoz. Haverá mais três opções de motor para atender a demanda de outros países.

A Spin é chamada pela própria GM de “redefinição do automóvel familiar”. Em pesquisas, a GM teria percebido que os consumidores potenciais não queriam mais uma “perua”. O carro deveria ter características de estilo semelhantes às dos utilitários esportivos, como a posição elevada de dirigir e o desenho geral mais agressivo, carrancudo, algo fácil de notar pelo capô curto e alto e pelas linhas laterais.

O diretor de marketing da General Motors, Gustavo Colossi, explicou o público-alvo da minivan: “Basicamente, são famílias tradicionais de classe média, em geral com dois filhos. Para elas, é importante que o carro tenha uma boa relação de valor, facilidade de manutenção, bom valor de revenda. É um carro racional”, diz Colossi, apostando no bom custo-benefício do modelo.

Além desse consumidor tradicional, a Spin tende a atrair os taxistas, assim como vem ocorrendo com o irmão Cobalt.
“A Spin tem grande funcionalidade e traz muitas vantagens para o taxista. Temos certeza que é uma ótima opção”, afirma Colossi. Entre essas “vantagens” estão o motor 1.8 com manutenção simples (e peças em comum com o consagrado Flexpower), o bom espaço interno, um porta-malas de 710 litros na versão de cinco lugares, mais que suficiente para a bagagem dos passageiros e eventuais cilindros de gás (GNV), além da facilidade de uma grande rede de revendas.
Vale lembrar que os motoristas de táxi já são clientes da GM nesse segmento por causa do monovolume Meriva (cinco lugares), da minivan Zafira (sete assentos), dois modelos ainda fabricados em São José dos Campos (SP), mas que cedo ou tarde serão descontinuados.

Os motoristas de táxi também são compradores dos Nissan Livina e Grand Livina, os principais concorrentes da Spin, segundo reconhece a General Motors. Outros rivais do Chevrolet recém-lançado são Fiat Idea e Volkswagen SpaceFox.

IMPRESSÕES FAVORÁVEIS

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Versão LT tem cinco lugares e LTZ, sete (nas fotos). Quando fora de uso, o terceiro banco abre espaço para 553 litros de bagagem. Principais concorrentes são os Nissan Livina e Grand Livina.

Durante a apresentação da Spin no campo de provas da GM, em Indaiatuba (SP), Automotive Business avaliou duas versões, uma LT com câmbio manual e uma LTZ automática. Embora não seja lá um rojão, a Spin tem bom desempenho.

O novo motor Econo.Flex 1.8 é produzido em São José dos Campos. Utiliza bloco de ferro fundido e cabeçote de alumínio. O coletor de admissão é de plástico e o de exaustão, de aço inox. Esse propulsor estará em breve na versão automática do Cobalt. Diâmetro e curso dos pistões, virabrequim e bielas são iguais aos do Flexpower 1.8, que equipava modelos Chevrolet e Fiat.

O Econo.Flex 1.8 tem boa força em baixas rotações e vai bem com as duas transmissões. A manual tem engates fáceis e a automática permite trocas sequenciais por um botão na própria alavanca. A posição de dirigir elevada, o grande espaço interno e o comportamento adequado em curvas combinam com aquelas viagens que se fazem com a família ou amigos.

O banco do motorista e o volante são ajustáveis em altura desde a versão de entrada. O espaço adequado para as pernas de quem vai na segunda fileira de bancos vem de uma boa distância entre eixos de 2,62 metros. Já o da terceira fileira é mais adequado a crianças que adultos. Esse assento para dois lugares extras está disponível somente na Spin LTZ. Fora de uso, o banco abre espaço para 553 litros de bagagem, caso contrário sobrarão somente 162 litros.

VEJA ABAIXO A LISTA COMPLETA DA SPIN

Spin LT – R$ 44.590;
Spin LT II (com rodas de liga leve) – R$ 45.990;
Spin LT III (com rodas de liga leve, câmbio automático e controle de cruzeiro) – R$ 49.690;
Spin LTZ – R$ 50.990;
Spin LTZ II (com câmbio automático e controle de cruzeiro) – R$ 54.690.