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China aconselha marcas a não investirem em Índia, Rússia e Turquia

A China alertou as montadoras locais a não realizarem investimentos em alguns países que representariam “riscos geo-políticos”.
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Vitor Matsubara

13 set 2024

2 minutos de leitura

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Marcas como a Jaecoo, da Chery, estão expandindo suas operações internacionais

A agência de notícias “Reuters” afirmou que o governo chinês proibiu as fabricantes de investirem na Índia e teria “advertido fortemente” a não investirem em Rússia e Turquia.


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As autoridades ainda apontaram, em um tom mais brando, os riscos de construir fábricas em alguns países da Europa e na Tailândia.

China e Índia não se bicam

Relações entre China e Índia estão estremecidas desde o conflito militar na disputa pelo controle da fronteira no Himalaia em 2020, que culminou em diversas mortes.

Desde então, autoridades indianas são mais resistentes à investimentos chineses e o governo da Índia chegou a suspender projetos que envolveriam a China.


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A chinesa SAIC, por exemplo, enfrenta muitas dificuldades no mercado indiano nos últimos anos. Em abril, a empresa admitiu a possibilidade de chamar investidores indianos para melhorar a situação operacional da montadora e de sua marca MG no país.

Na Rússia, em contrapartida, a presença das marcas chinesas cresceu desde as sanções comerciais realizadas pela maioria dos países do Ocidente após o começo da guerra com a Ucrânia.

Atualmente, a Chery está em negociações com fabricantes russas para viabilizar a produção dos carros de marcas como Omoda e Jaecoo no país.

Montadoras vão com tudo em outras regiões

Os “conselhos” do governo chinês surgem em meio aos planos de expansão global realizados por várias montadoras locais. A ofensiva inclui a entrada em vários países da Europa e (tentativas) de ingressar na América do Norte.

Entretanto, os governos prometem fazer jogo duro. Além dos Estados Unidos, que quadruplicou a taxa de importação para carros elétricos chineses, o Canadá estuda fazer o mesmo.

Isso, porém, não intimida a BYD, que estuda construir uma fábrica em solo canadense.

Na Europa, países como Espanha e Itália mantêm conversas com algumas montadoras em busca de investimentos.

Ao mesmo tempo, a União Europeia decidiu estabelecer novas tarifas para conter o avanço chinês, ainda que a comissão do continente tenha voltado atrás e reduzido os impostos para algumas empresas.