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China aconselha montadoras a suspenderem investimentos na Europa

Medida é reação à imposição de impostos mais elevados de importação para carros elétricos
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Vitor Matsubara

31 out 2024

2 minutos de leitura

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A China aconselhou suas montadoras a suspender investimentos grandes nos países da Europa que apoiaram o aumento de impostos de importação sobre carros elétricos chineses.


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A decisão de elevar a alíquota em até 45,3% foi tomada pela União Europeia a partir da última quarta-feira (30), colocando fim a uma longa investigação que causou divergências dentro do próprio bloco econômico e retaliações pelo lado chinês.

Dez membros da União Europeia, como França, Polônia e Itália, apoiaram as novas tarifas em votação realizada neste mês. Enquanto isso, cinco membros, incluindo a Alemanha, votaram contra. Outros 12 se abstiveram.

Ministro diz para montadoras não investirem na Europa

Enquanto as conversas entre China e Europa continuam, o ministro do comércio chinês sugeriu que marcas como BYD, SAIC e Geely suspendam grandes investimentos nos países que manifestaram apoio à controversa decisão.

Diversas montadoras estrangeiras também participaram do encontro, no qual os participantes ouviram que devem ter prudência em relação aos investimentos nos países que se abstiveram da votação.

Ao mesmo tempo, as nações foram encorajadas a investir nos países que adotaram posição contrária às novas tarifas.

Nenhuma das montadoras mencionadas retornaram ao pedido de declaração da agência “Reuters”.

Marcas chinesas negociam com europeus

No passado, os governos de Itália e França já haviam cortejado as marcas chinesas em busca de investimentos para os países. A Chery, aliás, estaria negociando com o governo italiano, que também mantém conversas com outras montadoras asiáticas.

Por ora, a BYD pretende erguer uma fábrica na Hungria, país que votou contra as novas tarifas. A fabricante também estaria cogitando mudar sua sede europeia da Holanda para a Hungria por conta de cortes de custos.