
Pequim classificou como protecionista a investigação encabeçada pela Comissão Europeia sobre os subsídios para veículos elétricos da China. Na quinta-feira, 14, o governo chinês informou, ainda, que a medida prejudicaria as relações econômicas entre ambos os mercados, algo que causou temor na indústria automobilística alemã.
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A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou a investigação na quarta-feira, 13. Ela acusa a China de inundar os mercados globais com carros elétricos a preços artificialmente baixos.
A investigação, que poderá resultar em tarifas punitivas, suscitou alertas de analistas sobre ações retaliatórias por parte de Pequim. Além de queixas de executivos da indústria chinesa que afirmam que a vantagem competitiva do setor não se deve aos subsídios patrocinados pela China.
“[A investigação] é um ato protecionista flagrante que perturbará e distorcerá seriamente a indústria automotiva global e a cadeia de fornecimento, incluindo a UE, e terá um impacto negativo nas relações econômicas e comerciais China e União Europeia”, afirmou, em nota, o Ministério do Comércio da China.
Alemãs ligam o sinal de alerta
Na Alemanha, a Mercedes-Benz disse que as medidas protecionistas eram contraproducentes. A Bosch, o maior fornecedor automotivo do mundo, informou que uma corrida por tarifas punitivas e barreiras comerciais à China só faria com que todas empresas fossem prejudicadas.
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As fabricantes chinesas têm acelerado os esforços de exportação, uma vez que a atual desaceleração no mercado interno exerce pressões sobre a alta capacidade produtiva que o país tem.