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China critica o prazo para defesa sobre subsídios dado pela UE

Bloco econômico questiona possíveis benefícios concedidos às fabricantes de elétricos do país asiático
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Redação AB

04 out 2023

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A China contestou o prazo para defesa dado pela União Europeia na investigação sobre subsídios automotivos. Segundo o ministério do Comércio chinês, o país está “muito insatisfeito” com a investigação antissubsídios.

O país asiático alega que a UE carece de provas adequadas e não cumpre as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC). As informações são da Reuters. 

A reclamação acontece quando a Comissão Europeia abriu formalmente a investigação sobre a possibilidade de estabelecer tarifas para proteger as fabricantes europeias de uma “inundação” de importações de veículos eléctricos (EVs) chineses mais baratos. 


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“O lado chinês não recebeu materiais de consulta adequados para avaliar os procedimentos de investigação da Comissão, de modo a salvaguardar os direitos e interesses das suas empresas”, informou o governo chinês.

A China também instou a UE a salvaguardar a estabilidade da cadeia de abastecimento global e uma parceria estratégica, ao mesmo tempo em que aplica “prudentemente” soluções comerciais.

Em comunicado publicado na sua conta oficial do WeChat na noite de quarta-feira, a Associação Chinesa de Fabricantes de Automóveis (CAAM) classificou a investigação como um “ato óbvio de protecionismo” que prejudicaria o crescimento da indústria global de veículos elétricos.

Escalada de elétricos chineses

O lançamento formal da investigação da UE veio em um anúncio no jornal oficial do bloco, que dizia que a China foi convidada para consultas, embora não fornecesse um prazo para essas conversações.

“As informações recolhidas pela Comissão tendem a mostrar que as fabricantes na China se beneficiam de subsídios em detrimento da indústria da UE”, informou a Comissão. “Esses benefícios assumiram a forma de subvenções, empréstimos de bancos estatais em condições preferenciais, cortes de impostos, descontos e isenções e fornecimento estatal de bens ou serviços, tais como matérias-primas e componentes, a preços inferiores aos adequados.”

O comunicado da União Europeia também informa que ,com os subsídios, as fabricantes chinesas tiveram rápido aumento de exportações baratas para a os mercados da UE

A Comissão afirmou que a participação da China nos elétricos vendidos na Europa aumentou para 8% e poderá atingir 15% em 2025.