
Na China, a política que vigora desde 1994, determina que montadoras estrangeiras que querem produzir seus veículos no país só podem fazê-lo por meio de joint ventures com empresas nacionais. Na maioria dos casos, o controle dos novos empreendimentos fica dividido em partes iguais, de 50/50. Todas as principais marcas com atuação global mantêm fábricas na China por meio de joint ventures.
Entre os apoiadores da iniciativa está Li Shufu, bilionário e presidente do Grupo Geely (Zhejiang Geely Holding Group), um dos maiores do setor no país e que comprou a Volvo Cars em 2010 (leia aqui). O executivo aponta que a medida iria incentivar a concorrência e que seria do interesse dos consumidores.
Já a associação chinesa que reúne as montadoras, a CAAM, é contra a medida. Em 2014, a entidade já havia declarado sua oposição dizendo que as marcas chinesas seriam “mortas em seu próprio berço” se as montadoras estrangeiras fossem autorizadas a se tornarem mais independentes de seus parceiros domésticos.
Segundo a CAAM, em 2015 as marcas chinesas aumentaram sua participação no mercado de veículos leves pela primeira vez considerando os últimos cinco anos, impulsionadas pela crescente demanda de SUVs mais baratos. Apesar de as vendas de toda a indústria subirem em nove dos dez últimos meses graças a redução de imposto sobre as compras de carros com motores menores anunciada em outubro passado, os níveis de estoques se mantiveram acima do que é considerado saudável pela entidade.