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Redação AB, com informações do Detroit News e Automotive News
Nota da Bloomberg, baseada em informações da Agência Nova China, reproduzida por Automotive News, registra que a China pretende limitar os investimentos de fabricantes estrangeiros no país para fortalecer sua indústria. Certas categorias de investimentos em automóveis serão retiradas de uma lista oficialmente encorajada a receber aportes externos. A justificativa é permitir o ‘desenvolvimento saudável’ de um mercado que viu o ritmo de crescimento das vendas cair em 2010. As novas regras entrarão em vigor em 30 de janeiro e apontam uma ênfase em áreas emergentes e empresas nacionais.
A mudança encerra sete anos de benefícios para aplicadores internacionais, incluindo tarifas reduzidas em equipamentos importados, disse Jenny Gu, analista de mercado sênior da LMC Automotive, em Xangai. Segundo o Ministério do Comércio, o investimento em veículos econômicos ainda será estimulado. Um comunicado explica que “o país precisa se concentrar na consolidação de novas indústrias estratégicas para tornar sua produção mais sofisticada e com maior grau de competição global”.
A China tem atraído bilhões de dólares em investimentos na manufatura de autopeças e veículos. A General Motors, Volkswagen AG, Toyota Motor e outras montadoras têm operado no país por muitos anos por meio de joint ventures com parceiros locais.
“Esperamos que a nova diretriz tenha impacto negativo mínimo nos planos para o futuro da GM na China”, disse a corporação norte-americana em comunicado. Funcionários da Volkswagen e Ford Motor se recusaram a comentar como as mudanças na política do governo vão afetar os seus negócios.
A China tem mais de 70 montadoras, mas as 55 menores respondem por apenas 11 por cento de todas as vendas de veículos, de acordo com a Associação Chinesa de Fabricantes de Automóveis.
As vendas de veículos na China cresceram 2,6% durante os primeiros onze meses do ano, cabendo aos veículos de passageiros um avanço de 5,3% para 13,1 milhões de unidades. Em 2010 as vendas registraram evolução de 32%. A LMC estima que a capacidade de produção de veículos leves no país, sem incluir minivans e caminhões, pode crescer mais de 40% para 27 milhões de unidades por ano, entre 2010 e 2012.