logo

none

China: PIB cresce forte e estímulos diminuirão

O PIB da China cresceu 8,9% no terceiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado (levemente abaixo das expectativas de alta de 9,1%), ante expansão de 7,9% registrada no segundo semestre nesta mesma base de comparação. O resultado confirma a da trajetória de expressiva recuperação da economia.
Author image

cria

22 out 2009

2 minutos de leitura

No acumulado do ano a China cresceu 7,7%, sinalizando que a meta de 8% será facilmente alcançada. Octavio de Barros, diretor de Pesquisas e Estudos Econômicos do Bradesco, acredita que ela seja até superada, encerrando o ano com alta de 8,5% em relação a 2008.

Outros dados de atividade sustentam este desempenho e fundamentam a retomada, puxada pela demanda doméstica que tem impulsionado a atividade industrial. A produção industrial registrou elevação interanual de 13,9% em setembro ante taxa de 12,9% apresentada no mês passado; as vendas nominais no varejo cresceram 15,5% e os investimentos em ativos fixos mostraram alta de 33,6%, em setembro na comparação com o mesmo mês de 2008.

O Bradesco avalia que a inflação continua mostrando deflação menor. A inflação ao consumidor registrou recuo interanual de 0,8% em setembro ante variação negativa de 1,2% em agosto. A inflação ao produtor caiu 7% ante 7,9% do mês anterior, na mesma base de comparação.

O banco reporta ainda que o investimento em ativos fixos contribuiu 7,3% para o crescimento de 7,7% do PIB no acumulado de 2009, reforçando a força vinda dos estímulos dados pelo governo.

Ao longo de 2010 alguns estímulos devem ser gradualmente retirados, principalmente com a redução da liquidez – que se daria através de uma expansão mais contida do crédito e de aumento da taxa de juros – e com a redução de incentivos ao consumo. A iniciativa acomodaria o crescimento em ritmo mais sustentável no ano que vem, não revertendo o comportamento de retomada que observamos desde o início de 2009.

No ano que vem a economia chinesa contará com a volta dos investimentos privados, com destaque para a recuperação do mercado imobiliário, e com a retomada das exportações.