Yang não deu um prazo para que o crescimento aconteça, mas, se a estimativa dele estiver correta, as vendas de veículos na China passariam da espantosa marca de 40 milhões de unidades. Para o executivo, apesar da forte expansão dos últimos anos, o país ainda tem demanda reprimida. “Temos 200 carros para cada mil pessoas. É uma proporção baixa.”
Segundo ele, grande parcela da população chinesa ainda usa motocicletas como meio de transporte individual. Yang acredita que haverá uma substituição dos modelos duas rodas por automóveis nos próximos anos.
O dirigente enfatizou a necessidade de a indústria chinesa – principalmente as montadoras nacionais, como a Lifan – aproveitar o grande potencial não apenas para explorar o mercado, mas para avançar tecnologicamente. “Precisamos nos transformar em inovadores. As marcas domésticas respondem hoje por cerca de metade das vendas. A competição é desigual e precisamos melhorar para que estas companhias cresçam”, avalia.
Yang reconheceu que até agora as marcas domésticas falharam na redução da emissão de poluentes, mas enfatizou que é o momento de mudar isso. Ele recomenda que as empresas fortaleçam investimentos em pesquisa e desenvolvimento e se internacionalizem. Dessa forma será possível garantir a competitividade diante de montadoras já globalizadas.
