
Embora o mercado tenha fechado em alta, o índice de crescimento em 2015 foi menor do que em anos anteriores, 10% em 2014 e 16% em 2013, sempre na comparação anual, revelando desaceleração do mercado automotivo chinês.
Grande parte do crescimento é reflexo do subsídio do governo que reduziu pela metade o imposto para modelos menores. Até meados de setembro, a China registrou índices negativos de vendas acumuladas. Em outubro o mercado retomou o fôlego após a redução de imposto em 5% sobre as vendas de automóveis com motores até 1.6, segmento que responde por quase 70% do total das vendas no país (leia aqui).
Segundo a CAAM, em 2016 os negócios podem chegar a 26 milhões de unidades, o que representaria alta de 7% sobre o ano passado auxiliadas principalmente pelo incentivo do governo. Contudo, a associação das fabricantes alertou que a redução do imposto, que vigora até o fim deste ano, poderia levar os consumidores a uma antecipação de compra, reduzindo os volumes em 2017, quando não há previsão de qualquer nova fonte de crescimento dada a economia doméstica mais branda. Essa redução de imposto foi significativa, uma vez que respondeu por aproximadamente 70% das vendas de automóveis no quarto trimestre. Em dezembro, as vendas de automóveis da China cresceram 18% sobre igual mês de 2014, após um aumento de 24% em novembro e um ganho de 13% em outubro, quando o incentivo entrou em vigor.
As principais fabricantes globais apresentaram crescimento mais lento em 2015 na China. A General Motors registrou um aumento de 5,2% em suas vendas contra alta de 12% um ano antes. Do mesmo modo, o crescimento da Toyota encolheu de 12,5% para 8,7% em 2015 e o da Ford diminuiu de 19% para 3%. As montadoras estrangeiras (que não tem origem chinesa) têm sido as maiores beneficiadas do boom econômico da China nos últimos anos. Elas construíram mais fábricas do que em qualquer outro lugar no mundo na última década. Ainda assim, tiveram que cortar preços e reduzir a produção no país em meados do ano passado, quando as vendas ficaram aquém das expectativas.
Mesmo que a redução de imposto tenha dado novo fôlego ao mercado, as empresas estrangeiras estão cautelosas sobre projeções para este ano. GM e Ford anteciparam que o haverá um crescimento continuado em 2016, mas não forneceram um índice. Já a Toyota disse que prevê aumento de apenas 2,7% de suas vendas na China neste ano em comparação com 2015.
Os dados mostram que as vendas das fabricantes de origem chinesa em 2015 subiram 15% contra o ano anterior, para 8,7 milhões de veículos, superando o crescimento da indústria global.
