
A China apresentou uma reclamação formal à Organização Mundial do Comércio (OMC) contra as medidas protecionistas adotadas pela União Europeia.
O Ministério do Comércio Exterior da China alegou que a decisão provisória da UE “não tem base factual e legal”. A acusação diz ainda que a Europa violou “seriamente” as regras da OMC e “prejudicou a cooperação global para combater as mudanças climáticas”.
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Além disso, um porta-voz do ministério chinês exigiu que a UE “corrija imediatamente seus erros” e proteja conjuntamente a cooperação econômica e comercial entre a China e a UE, bem como a estabilidade da cadeia de suprimento de veículos elétricos.
Ainda não houve resposta por parte da Comissão Europeia, cujas medidas seguem o modelo implementado pelos Estados Unidos, que decidiram quadruplicar o imposto de importação sobre carros elétricos chineses. O Canadá também estuda tomar medidas para impedir o avanço das marcas chinesas, especialmente diante da iminente entrada daBYD no país.
Novos impostos já estão em vigor
As novas alíquotas estão vigentes nos países da União Europeia desde meados de julho e são uma resposta à política de dumping realizada pelos chineses. A alegação é de que as empresas asiáticas realizaram diversas manobras na tentativa de manter os preços de seus carros baixos por meio de recursos como subsídios estatais, tributação alterada e empréstimos.
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Com isso, a UE resolveu atribuir impostos de importação para cada montadora chinesa presente nos países da Comissão Europeia, inclusive de acordo com o grau de cooperação de cada empresa durante as investigações feitas pelas autoridades do Velho Continente.
