
O crescimento é muito mais modesto do que as expansões de dois dígitos que o mercado chinês apresentou nos últimos anos. Com base em informações da Cada, entidade que representa os distribuidores de veículos do país, a consultoria aponta que o nível de estoque permanece elevado desde o início do ano, o que tem gerado dificuldades financeiras para a rede de concessionárias.
A Focus2Move indica que há o risco de julho ser lembrado como o ponto de virada do setor automotivo na China. O mercado também é afetado por mudanças na política monetária do país. Em medida história, o Banco Popular da China decidiu fazer alterações no mecanismo de câmbio fixo. A cotação da moeda, que antes era determinada pela própria instituição, passou a variar de acordo com o fechamento do mercado no dia anterior.
ESTRANGEIRAS PERDEM ESPAÇO
As mudanças no mercado de veículos chinês não são traduzidas apenas em números mais fracos. Há também alteração na participação das grandes montadoras globais. A Volkswagen, que lidera o ranking de vendas do país, anotou redução de 9,5% em seus negócios no acumulado do ano na comparação com o mesmo período de 2014, com a venda de 1,56 milhão de unidades. Já a Hyundai registrou queda de 10,7%, para 572,1 mil carros. Buick também reduziu a presença na China em 1,4%.
Em movimento contrário, as marcas chinesas e as japonesas reforçaram a participação no país. A Toyota ampliou em 10,1% os emplacamentos e entregou 588,8 mil unidades. A Changan cresceu 13,7% e somou 787,1 mil carros vendidos. Com 490,1 mil veículos, a Honda avançou 25,8%. A expansão mais expressiva foi a da Great Wall, de 123,6% com 467 mil veículos vendidos.
Entre as montadoras que mais vendem a Wuling foi a única chinesa a reduzir os volumes. Houve queda de 8,2% no acumulado de janeiro a julho, para 896,4 mil unidades.