Estão na fila, ainda, dois fabricantes de caminhões, cujos nomes não foram revelados pelo escritório de advocacia que os representa.
A informação vem de Raquel Landim, enviada especial do Estadão a Pequim.
A estratégia dessas marcas é similar: começar com importações e conquistar espaço no mercado com a vantagem do baixo custo de produção no país de origem.
Segundo a jornalista, Chery, BYD e JAC são independentes, têm fôlego financeiro e ocupam da sétima à nona posição no ranking chinês, com vendas entre 300 mil e 450 mil.
As líderes do mercado local (que atuam em parceria com marcas internacionais, como GM, VW e Toyota) são a Saic – Shanghai Automotive Industry, FAW – Firts Automobile Group) e DMC – Dongfeng Motor Corp.
A Saic vendeu 1,1 milhão de carros na China no primeiro semestre. O mercado interno deve absorver 12 milhões de unidades este ano.
Fábrica
Embora os 35% de imposto de importação não seja um grande obstáculo para os carros chineses, a produção no Brasil tem desafios maiores – construir fábrica, alinhar a cadeia de produção, estruturar a equipe de trabalhadores e estender uma rede de distribuição.
As leis brasileiras são mais rígidas que as chinesas tanto do ponto de vista trabalhista quanto em aspectos como segurança e meio ambiente.
A Chery já anunciou que vai erguer fábrica no Brasil. Por enquanto, limita-se a estruturar uma rede de concessionárias para a distribuição de veículos montados no Uruguai, aproveitando os acordos regionais.