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Chris Cintos não terceiriza a produção

Na véspera de completar 75 anos de idade, Christos Mitropoulos mantém na empresa que leva a primeira sílaba de seu nome – Chris Cintos de Segurança Ltda. – uma rotina impecavelmente ordenada e nível de atualização tecnológica ajustado aos padrões de clientes exigentes como Fiat, General Motors e Renault. A empresa é dona de quase metade de um mercado em que atuam outras quatro, incluindo a gigante americana TRW. O que significa que sua produção anual chega próxima a 5 milhões de cintos. Antes de deixar a presidência da General Motors do Brasil, Ray Young foi visitar a Chris e tomou um susto ao ver que o piso de toda a fábrica estava sendo trocado por granito. Imaginou que aquilo deveria ter custado uma fortuna. Nada disso, explicou o proprietário. “São cacos de sobras e eu faço às marmorarias o favor de retirar o lixo a custo zero.” Habituado aos padrões de produção enxuta, que ditam a manufatura na indústria automotiva, Young, hoje no mais alto cargo de finanças da GM nos Estados Unidos, também estranhou a existência de estoques e a constatação de que na Chris não se terceiriza nenhum dos processos de produção. Mitropoulos não quer ficar refém de greves como a dos agentes federais. Ele importa todo o fio com o qual confecciona os cintos porque, argumenta, o produto importado é livre de emendas que ele já percebeu em alguns nacionais.
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Redação AB

06 mai 2008

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