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Chrysler anuncia concordata e aliança com a Fiat

A Chrysler LCC anunciou hoje, 30, acordo para estabelecer aliança estratégica com a Fiat SpA e constituir uma nova e ‘vibrante’ companhia. O comunicado assegura que a união permitirá às duas sócias otimizar recursos em manufatura e suprimentos, ao nível global, e alcançar novos mercados para seus produtos.
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paulo

30 abr 2009

2 minutos de leitura

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Powertrains e componentes da Fiat serão produzidos em fábricas da Chrysler, que receberá também tecnologias e projetos da fabricante italiana em troca de participação acionária de 20% a 35%.

A Nova Chrysler e a Fiat devem produzir em conjunto cerca de 4,2 milhões de veículos, ficando no ranking global de produtores depois da Toyota, General Motors, Volkswagen e Ford – estará disputando a quinta posição com a coreana Hyundai.

“A aliança transformará a Chrysler em uma companhia revigorada por novas vantagens estratégicas” – disse Bob Nardelli, chairman e CEO, que deixará o posto tão logo a Nova Chrysler saia da concordata. Tom Lasorda, que também é presidente, se aposentará.

O comunicado, publicado no website da Chrysler (veja também O press release sobre a Nova Chrysler), diz que os entendimentos entre as duas montadoras que se associam tiveram início há mais de um ano.

A concordata

A Chrysler afirma no comunicado que não conseguiu chegar a um acordo com os credores para evitar um processo de concordata, já solicitado pela empresa junto à corte específica de Manhattan (U.S. Bankruptcy Court).

A empresa pediu o enquadramento no Chapter 11, que regulamenta o processo de recuperação judicial de empresas.

A corte é a mesma à qual já recorreu também a Delphi há quatro anos. O juiz Arthur Gonzales (o mesmo dos casos Enron e WorldCom) será o encarregado dos procedimentos legais.

Trata-se do primeiro caso envolvendo uma das três principais montadoras norte-americanas.

As operações no México, Canadá e outras partes do mundo não estão incluídas na concordata.

Para Sergio Marchionne, CEO do grupo Fiat, a concordata representa uma solução para os problemas da Chrysler, que atingem também a indústria automotiva global.

Impacto no setor

O presidente Obama disse acreditar em grande chance de sucesso para a nova joint venture e assegurou que a iniciativa preserva cerca de trinta mil postos de trabalho na Chrysler e outros milhares de empregos na cadeia de suprimentos e distribuição.

O impacto sobre a cadeia de produção e distribuição e na economia, no entanto, deve ser expressivo. A maioria das fábricas ficará paralisada durante os 30 a 60 dias da concordata e, assim como a rede de distribuição, sofrerá reduções.

A Fiat terá uma participação de 20% na nova empresa que emergirá da reestruturação e poderá se tornar principal acionista tão logo os empréstimos do governo sejam pagos.

A Chrysler anunciou ainda que recorrerá ao GMAC Financial Services para financiar sua rede de concessionárias.