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Chrysler e América Latina salvam resultado da Fiat

Redação AB
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Redação AB

26 abr 2012

2 minutos de leitura

As vendas em alta da Chrysler nos Estados Unidos e desempenho sustentável na América Latina salvaram o balanço do Grupo Fiat no primeiro trimestre do ano, divulgado pela companhia nesta quinta-feira, 26. O lucro líquido apurado no período foi de € 379 milhões, valor 924% maior do que o obtido no mesmo intervalo de 2011 (€ 37 milhões). Sem considerar a Chrysler, o grupo teria reportado prejuízo de € 273 milhões. O faturamento chegou a € 20,2 bilhões, mais do que o dobro dos € 9,2 bilhões dos três primeiros meses do ano passado.

O lucro operacional de € 866 milhões, apurado a partir da atividade principal da empresa (antes de impostos), é 245% mais alto do que no primeiro trimestre de 2011. Em sua composição, o resultado mostra claramente que o desempenho da Chrysler e da Fiat na América Latina compensaram em larga medida a queda das vendas na Europa. A maior porção do ganho operacional, € 670 milhões (77% do total), veio justamente da América do Norte, onde a Chrysler opera praticamente sozinha. A América Latina, com Brasil à frente, contribuiu com € 235 milhões (27%). Da Ásia/Pacífico vieram € 77 milhões (9%). Enquanto isso, Europa, Oriente Médio e África apresentaram prejuízo de € 207 milhões.

Outra contribuição positiva veio da divisão de marcas de luxo e alta performance, Ferrari e Maserati, que registrou lucro operacional de € 71 milhões, enquanto as unidades de componentes Magneti Marelli, Teksid e Comau tiveram ganhos somados de € 36 milhões.

Depois de assumir o controle da Chrysler, no ano passado, o Grupo Fiat ganhou participação importante no segundo maior mercado do mundo, a América do Norte. Com isso, em unidades, as vendas no primeiro trimestre de 2012 quase chegaram à marca de 1 milhão de veículos. Foram vendidos no mundo todo pelo grupo 974 mil carros, dos quais 418 mil só nos Estados Unidos, e 519 mil incluindo México e Canadá na conta do Nafta.

A dívida industrial do grupo alcançou € 5,8 bilhões no fim do primeiro trimestre, com leve crescimento ante os € 5,5 bilhões registrados em 31 de dezembro de 2011. O caixa líquido somava € 21,4 bilhões ao término de março, incluindo a captação de € 1,2 bilhão em bônus emitidos e linhas de crédito não utilizadas que totalizavam € 2,9 bilhões.