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Balanço

Chrysler lucra US$ 436 milhões e deve salvar balanço da Fiat

O Grupo Chrysler divulgou da segunda-feira, 30, que apurou lucro líquido de US$ 436 milhões no segundo trimestre, ante um prejuízo de US$ 370 milhões no mesmo período do ano passado e lucro de US$ 473 milhões no primeiro trimestre de 2012, acumulando ganho de US$ 909 milhões no primeiro semestre, segundo divulgou a agência Dow Jones. A receita do trimestre cresceu 23%, para US$ 16,8 bilhões. Sem informar o motivo, a montadora antecipou o anúncio do balanço em um dia, à frente da controladora Fiat, que deve divulgar balanço nesta terça-feira, 31.
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Redação AB

31 jul 2012

2 minutos de leitura

Segundo a Chrysler, o bom resultado se deve a um aumento nas vendas e a preços maiores na América do Norte, o principal mercado da companhia. O lucro operacional, antes de impostos e despesas financeiras, ficou em US$ 755 milhões, acima dos US$ 507 milhões registrados no ano passado. O grupo fechou o segundo trimestre com US$ 12,1 bilhões em caixa, acima dos US$ 11,3 bilhões no primeiro trimestre.

No segundo trimestre deste ano, a venda global de veículos da companhia aumentou 20%, para 582 mil unidades. O aumento foi impulsionado pelo crescimento de 32% no mercado norte-americano. De acordo com a companhia, os negócios nos Estados Unidos aumentaram 24%.

Com o aquecimento nos EUA, a Chrysler aumentou sua participação no mercado norte-americano para 11,2% no segundo trimestre, acima dos 10,6% no ano passado. O aumento ocorreu, em parte, por causa de melhorias e renovações de seus modelos nos últimos 18 meses.

A fabricante norte-americana, que recebeu ajuda federal em 2009 e agora tem a italiana Fiat como acionista majoritária, também reafirmou sua projeção de lucro para 2012, de U$ 1,5 bilhão, com receita de US$ 65 bilhões. A Chrysler acredita que venderá este ano de 2,3 milhões a 2,4 milhões de veículos em todo o mundo.

O lucro da Chrysler deverá salvar os resultados do Grupo Fiat, que divulgará balanço nesta terça-feira com a incorporação dos ganhos da empresa controlada. Analistas acreditam em resultados inexpressivos da companhia italiana para o segundo trimestre, devido à baixa demanda nos mercados da Itália, Espanha e outras partes da Europa.