
A participação da Fiat na nova Chrysler, que não terá custo zero, será baseada na cessão de tecnologia e projetos para a reestruturação da linha de produtos. Tudo isso custa tempo, trabalho e dinheiro.
Pelo empenho demonstrado até agora, Marchionne parece inclinado a assinar o acordo intermediado pelo governo norte-americano, dando um passo importante na história da corporação italiana, que já foi sócia da General Motors (a joint venture foi desfeita com o pagamento de US$ 2 bilhões à Fiat).
Marchionne certamente quer evitar, na aproximação com a Chrysler, o erro cometido pela Daimler ao comprar a montadora norte-americana em 1998 por US$ 36 bilhões e instituir constituir a DaimlerChrysler. A Chrysler foi depois vendida pela Daimler à Cerberus, em 2007, por US$ 6 bilhões (dados da Wikipedia).
Chrysler Fiat UAW
A Fiat pode assumir as rédeas da nova Chrysler, ditando os rumos tecnológicos e as estratégias de produção. Deve estar contando com novos empréstimos do governo norte-americano e com uma redução expressiva das dívidas da companhia até o fechamento de um acordo final.
Restará à Fiat, depois, o desafio de tomar conta da administração efetiva da nova Chrysler, dividindo o poder com o poderoso sindicato dos trabalhadores. Para uma empresa de origem italiana, acostumada a negociar complexas questões trabalhistas, essa parece ser uma preocupação menor.
Para amarrar os planos e chegar próximo ao topo do ranking dos fabricantes de veículos, a Fiat ainda avalia a compra de participação na Opel, o braço da GM na Europa. A Magna também estaria interessada no negócio.
Tudo decidido, a vida recomeçará com outro desafio: conquistar a confiança dos clientes na marca renovada e o crédito das instituições financeiras que vão garantir a operação da nova empresa. Tudo isso debaixo de uma possível proteção do governo, responsável por arquitetar a nova história da Chrysler.
Você apostaria no sucesso desse novo empreendimento, que poderia se chamar Chrysler Fiat UAW?