
A companhia reportou lucro operacional € 1,05 bilhão, com ganho de € 1,36 bilhão da Chrysler e prejuízo de € 308 milhões da Fiat. O lucro líquido do grupo atingiu € 737 milhões no primeiro semestre. Excluindo a Chrysler, houve uma perda de € 519 milhões em comparação com o lucro de € 1,4 bilhão do primeiro semestre do ano passado.
A Fiat atribui os resultados a diversos fatores, entre eles o fraco desempenho na Europa. No caso da Chrysler, a retomada do mercado norte-americano com o aumento das vendas e preços maiores são os principais motivos para o desempenho positivo no primeiro semestre. A montadora reportou também bons resultados no segundo trimestre, revertendo prejuízo de US$ 370 milhões de um ano antes para lucro de US$ 436 milhões (leia aqui).
Nos seis primeiros meses do ano, o grupo alcançou vendas de pouco mais de 1 milhão de unidades na região do Nafta (Canadá, Estados Unidos e México), aumento de 26% com relação à primeira metade de 2011. O destaque são os Estados Unidos, onde o grupo observou crescimento de dois dígitos (30%) com a venda de 834 mil unidades. A receita na região cresceu 26,6%, para € 21,4 bilhões.
Já na região da América Latina a receita recuou 4,7% no primeiro semestre, para € 5,2 bilhões. No Brasil, que se consolidou como o maior mercado da Fiat no mundo e onde a marca é líder há dez anos quase consecutivos (exceto 2005, quando perdeu o topo para a GM), as entregas de automóveis e comerciais leves tiveram queda de 3,7% na comparação com o primeiro semestre de 2011, para 371 mil unidades, enquanto as vendas da Chrysler mais que dobraram, para 4 mil unidades, informa o relatório.
O Grupo Fiat destacou as medidas do governo brasileiro como forma de incentivar o mercado interno, como a redução do IPI até agosto, o que fez subir a média diária de junho em 36,6% com relação a maio, e o corte da taxa básica de juros (Selic) em 0,5 ponto porcentual, para 8% ao ano.
Do lado Ásia-Pacífico, a Fiat reportou aumento expressivo de 63% da receita no primeiro semestre: 63%, para € 1,4 bilhão, contra os € 907 milhões apurados em igual período do ano passado. As vendas somaram 53 mil unidades, com destaque para crescimento de dois dígitos na China (26%), Austrália (55%) e Coreia do Sul (35%).
Na contramão do mundo, a Europa apresentou resultados negativos no balanço da Fiat, com receita de € 9,4 bilhões, queda de 11,5% sobre o primeiro semestre de 2011, quando a companhia reportou € 10,6 bilhões. As vendas, que alcançaram 458 mil unidades em seis meses, incluindo Chrysler, decresceram nos principais mercados, exceto no Reino Unido, onde houve pequeno crescimento de 1%.
Em suas projeções para o ano, o Grupo Fiat prevê lucro líquido entre € 1,2 e € 1,5 bilhão e receita de € 77 bilhões.