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Chuvas no RS: entre 5% e 10% da frota de automóveis foi afetada

Levantamento da Bright mostra que em torno de 200 mil veículos foram atingidos pela tragédia
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Ana Paula Machado

10 jun 2024

2 minutos de leitura

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A tragédia ambiental que aconteceu em maio no Rio Grande do Sul, além de toda destruição, acarretou prejuízos para as seguradoras no país. Até o dia 24 de maio, o número de sinistros de veículos somava 23.441 ocorrências e R$1,67 bilhão em indenizações, segundo levantamento da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg). 

Esse número, no entanto, pode ser bem maior se considerada somente a frota de automóveis e comerciais leves do estado, que é de 2,8 milhões de veículos. Além disso, quase 95% das cidades do Rio Grande do Sul foram afetadas pelas enchentes. “A maioria das solicitações de indenizações ainda não foi reportada pelos clientes às seguradoras”, disse o presidente da CNseg, Dyogo Oliveira. 


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A entidade deve apresentar um levantamento mais atual no fim do mês de junho, quando grande parte dos avisos de sinistros devem ter sido informados às seguradoras. Os primeiros dados apontam que 8.216 registros foram realizados por clientes de seguro automóvel, superando os R$ 557 milhões. 

Estudo da Bright estima que cerca de 200 mil automóveis e comerciais leves foram afetados pelo desastre ambiental. Segundo Murilo Briganti, COO da consultoria, para se chegar a este número a empresa considerou que de 5% a 10% da frota de 2,8 milhões ficaram inutilizados pela enchente. 

“E quando se analisa o licenciamento mensal no estado que representa 5% do total do Brasil, podemos considerar que a frota vai demorar cerca de 20 meses para recuperar o volume de antes da tragédia”, disse Briganti.

Frota deve demorar 20 meses para se recuperar

Segundo o executivo, o prejuízo com os 200 mil veículos chega a cerca de R$ 8 bilhões. Isso porque o preço médio desses carros, que tem idade em torno de 13 anos, é de R$ 40 mil a R$ 50 mil.

“Analisando a idade e o ticket médio chegamos a estas cifras”, disse. “Vai ter muitos casos de judicialização. Foi uma calamidade pública e estamos falando em um grande volume. Além disso, a questão de onde todos os resíduos sólidos serão armazenados, para ter o descarte minimamente correto. Reciclagem de veículos é mais difícil no Brasil porque ele não entra na legislação de materiais sólidos. Há muito o que se fazer ainda.”