
O cliente entra com o usado ou um mínimo 30% do valor total do novo carro, escolhe um parcelamento de 12 a 36 meses, com prestações até 40% mais baixas que as de mercado, e deixa para o fim um pagamento residual ou balão de no máximo 50% do veículo. Ao fim do plano ele tem a recompra de seu carro garantida pela Toyota com pagamento de no mínimo 85% da tabela Fipe.
A modalidade acaba induzindo o comprador a entrar outra vez com seu usado e fazer um novo financiamento. Até é possível reparcelar o valor residual, mas a captação dos próprios usados é mais interessante à Toyota por causa da liquidez que eles têm: “O Banco Toyota vai financiar o estoque de usados. Queremos que o cliente traga esses usados para a concessionária em vez de vender para conhecidos ou na internet”, afirma o vice-presidente executivo da Toyota do Brasil, Miguel Fonseca.
Foi este o executivo que trouxe da Europa o modelo para o Ciclo Toyota e o desenvolveu durante nove meses para o mercado brasileiro. O cliente entra no site da montadora, acessa o Ciclo Toyota, escolhe uma das simulações, como por exemplo a do Etios X com câmbio manual (acesse aqui), e vai calibrando cada um dos três parâmetros (entrada, parcelamento e prestação residual) até encontrar o conjunto que se encaixa melhor no seu orçamento.
“No Reino Unido, 85% das vendas são feitas em ciclos como este”, afirma Fonseca. A Toyota garante a recompra dos seus usados desde que tenham feito todas as revisões dentro da rede, que indiquem o máximo de 15 mil quilômetros rodados por ano, que tenham recebido apenas acessórios e peças originais dentro das concessionárias Toyota e que o proprietário indique a intenção de usá-lo como parte de um novo financiamento 30 dias antes do vencimento da parcela residual.