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Cidades deixam de emplacar 190,5 mil motos em 2012

Um estudo da consultoria Autoanálise revela que 190,5 mil motocicletas vendidas em 2012 não apareceram em estatísticas oficiais porque não foram emplacadas. Assim, em vez das 1.637.481 unidades que constam no Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam), o total alcançou 1.828.000 motocicletas, 11,6% a mais.
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29 abr 2013

2 minutos de leitura

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O não emplacamento de veículos de duas rodas ocorre com grande frequência em cidades das Regiões Norte e Nordeste, em que modelos com cilindrada até 50 centímetros cúbicos, os ciclomotores, rodam sem placa por falta de fiscalização ou por causa de uma brecha no Código de Trânsito Brasileiro, o artigo 129.

Como exemplo, a fabricante brasileira Kasinski repassou em 2012 a seus concessionários 15.124 unidades do modelo Soft 50, que ela produz em Manaus (AM). Contudo, somente 2.801 desses ciclomotores foram emplacados no período.

Outra nacional, a Traxx, informou 7.709 unidades distribuídas da JL 50 no ano passado. O emplacamento, porém, só ocorreu para 2.220 destas. A também brasileira Dafra vendeu à sua rede 14.352 exemplares da Zig 50 no ano passado, mas só 2.546 delas foram lacradas.

Vale ressaltar que a Dafra também produz e vende uma versão Zig com motor de 100 cc, da qual repassou à rede 2.074 unidades em 2012. No mesmo período, os emplacamentos desse modelo somaram 3.027.

Segundo o consultor Francisco Trivellato, o consumidor é atraído pela economia que essa opção representa na prática. Comprando um veículo de 50 cc que não irá emplacar, ele gastará menos de R$ 4 mil. Se optar pela formalização, terá de gastar quase R$ 1 mil a mais com a documentação e a placa.

Trivellato afirma que esse cenário já tem reflexo no mercado de motocicletas, em que a venda dos modelos de 125 cc teve queda maior que a do mercado em 2012. De acordo com a Autoanálise, cerca de 200 mil unidades com 50 cc de cilindrada foram importadas em 2012, mas somente 15.857 foram emplacadas.
Somadas essas “cinquentinhas”, as vendas em 2013 devem atingir, segundo a consultoria, 1.883.000 motocicletas, 10,9% a mais do que os 1.697.990 emplacamentos projetados pela Fenabrave, federação que reúne as associações de concessionários.