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Ciranni é o novo vice-presidente de operações internacionais da Iveco

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01 jul 2011

4 minutos de leitura

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Pedro Kutney, AB

Franco Ciranni está de partida para a sede do Grupo Fiat em Turim, na Itália, onde a partir desta segunda-feira, 4, assume a vice-presidência de operações internacionais da Iveco, a divisão de caminhões e ônibus da companhia. Ciranni deixa seu escritório em Betim (MG) após ocupar por quatro anos a superintendência da FPT Mercosul, o braço de fabricação de motores da Fiat.

A mudança também afeta a Associação de Engenharia Automotiva (AEA), que Ciranni preside há apenas seis meses. Segundo a entidade, ele permanecerá oficialmente na presidência da AEA por mais algum tempo, mas as atividades serão assumidas pelo vice-presidente Antônio Megale, até o conselho decidir por uma nova configuração de comando.

Com a saída de Ciranni o comando da FPT Mercosul será dividido, dentro da nova configuração do Grupo Fiat, que desde o ano passado dividiu suas operações em Fiat e Fiat Industrial, com veículos leves de um lado e pesados do outro. Como a FPT fornece motores para as duas divisões, foram criadas duas empresas, a Fiat Powertrain para motores leves e a FPT Industrial para pesados diesel. Ciranni acumulava o comando de ambas as operações, que a partir desta segunda-feira terão dois superintendentes.

A Fiat Powertrain passa a ser comandada por Paolo Emanuele Ferrero, que atuava como vice-presidente de desenvolvimento de produto da Chrysler Powertrain, nos Estados Unidos, há cerca de dois anos. Já as atividades da FPT Industrial ficarão a cargo de Enrico Vassallo, ex-diretor de vendas e marketing de varejo na Irisbus.

Nova missão

Em suas novas funções como vice-presidente de operações internacionais da Iveco, como já sugere o nome, Ciranni viverá bastante dentro de aviões em voos intercontinentais, especialmente em pontes aéreas entre Turim e Xangai, na China, para onde será direcionada boa parte de seus esforços daqui por diante. “Minha nova missão envolve a gestão de operações de alta relevância para a Iveco em mercados como o da Oceania, África e, em especial ênfase, da Ásia, em virtude da importância estratégica que a região assume no atual mapa da economia mundial. E nesse contexto a China tornou-se o principal foco das ações internacionais da organização”, escreveu Ciranni em uma carta endereçada a jornalistas na manhã desta sexta-feira.

Segundo Ciranni, seu foco faz parte da estratégia do Grupo Fiat Industrial e suas empresas em aumentar os negócios na Ásia, onde são vendidos aproximadamente 3 milhões de caminhões por ano, com projeção de forte crescimento. A Iveco participa desse imenso bolo atualmente com 170 mil unidades/ano e pretende aumentar a sua fatia nos próximos anos.

Uma coisa não muda para Ciranni: o chefe. Será o velho conhecido Alfredo Altavilla, que já era o CEO da FPT e desde outubro de 2010 assumiu também a presidência mundial da Iveco, acumulando os dois cargos.

Trajetória

Ciranni, 57 anos, trabalha há 42 no Grupo Fiat. Ele tornou-se superintendente da FPT Powertrain Technologies Mercosul em 2007, quando a companhia decidiu transformar sua operação de fabricação de motores em uma divisão independente. Ciranni comandou a elevação de capacidade em todas as fábricas no Mercosul para pouco mais de 1 milhão de motores/ano. Uma de suas primeiras ações de relevância à frente da FPT foi a compra, em março de 2008, da fábrica e dos projetos da Tritec em Campo Largo (PR), que estava fechada e pertencia à Daimler. A nova unidade ampliou o portfólio da fabricante com os motores E.torQ 1.6 e 1.8.

O executivo italiano foi também diretor geral da Fiat Auto Argentina e diretor de desenvolvimento de negócios para o mercado externo da Fiat América Latina. Antes disso ocupou por duas vezes a diretoria de recursos humanos da Fiat Automóveis em Betim.