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Giovanna Riato e Paulo Ricardo Braga, AB
Franco Ciranni, superintendente da FPT – Powertrain Technologies para a América Latina, assumiu este mês a presidência da AEA – Associação Brasileira de Engenharia Automotiva. O executivo já se prepara para buscar soluções para um dos grandes problemas do setor automotivo no Brasil: a falta de competitividade.
Ciranni encara a situação de um ângulo bastante diferente da visão da Anfavea, que aponta os preços das matérias-primas, a falta de infraestrutura logística e a alta carga tributária como os grandes entraves para o avanço da indústria automotiva no País. O dirigente da AEA defende que a situação também está muito relacionada ao nível tecnológico dos veículos, tópico no qual o Brasil ainda tem muito para avançar. “Hoje as discussões da indústria automobilística mundial giram em torno do controle de emissões veiculares e do aumento do nível de segurança dos carros. Precisamos ganhar este tipo de competitividade”, analisa.
O executivo afirma que legislações que impõe metas aos fabricantes de veículos, como a exigência de airbags e ABS em todo carro produzido a partir de 2014, não são a solução. Segundo ele, é necessário que o governo ajude a tornar estes objetivos viáveis, com um planejamento industrial que não pressione tanto os fabricantes no momento de agregar novos itens à produção.
AEA
Junto com a nova identidade visual, marcada pelo logotipo com letras arredondadas, a Associação Brasileira de Engenharia Automotiva colocou em ação um programa de comunicação para demonstrar seus valores, missão e propósitos da administração em 2011 e 2012. Durante a posse dos novos diretores, nesta quarta-feira, 26, na administração da Escola Politécnica da USP, o presidente Franco Ciranni recebeu os jornalistas para explicar a fase mais agressiva da associação.
“Vamos nos esforçar para levar a AEA a ser a organização de referência na proposição consensual de soluções para a mobilidade e do desenvolvimento da engenharia automotiva nacional”, disse o novo presidente. Um dos caminhos que a entidade enxerga para isso é ampliar a presença junto ao governo. O outro é fortalecer os laços com os estudantes de engenharia.
Ciranni afirmou ter ficado decepcionado com a baixa quantidade de estudantes que viu no último Simea, evento mais tradicional da AEA. A intenção do dirigente é aproximar a entidade das universidades para aumentar a atratividade do setor automotivo para os novos profissionais e evitar a evasão de talentos e a escassez de mão de obra especializada.
