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Citroën aposta em ação para girar usados nas concessionárias

Como forma de aumentar o volume de venda de usados na rede e atrair clientes para a marca, a Citroën volta a divulgar o programa Confiance, válido para automóveis com até sete anos ou 120 mil quilômetros que entram na rede. Esses veículos podem ser da própria Citroën e de outros fabricantes. Entre as exceções estão veículos chineses, importados de marcas premium como BMW, Mercedes-Benz e Porsche, por exemplo, e também modelos de uso comercial.
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11 jun 2013

3 minutos de leitura

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“Atualmente, em nossa rede, a cada dois carros novos é vendido um usado. Queremos que essa razão suba para um por um em médio prazo, cerca de quatro anos”, diz o gerente nacional de vendas de usados, Marcelo Brandão. Até o fim deste ano, a intenção é vender 6 mil veículos pelo Confiance. Segundo a Citroën, das 178 concessionárias, 152 aderiram ao programa, que implica a adoção de uma área apropriada para vendas e comunicação na fachada da loja.

O Confiance existe no Brasil desde os anos 1990, mas passou por uma reformulação importante em 2011. Por causa da parceria com a seguradora Mapfre, o usado Confiance tem assistência 24 horas com socorro mecânico, reboque por até 300 quilômetros, táxi, carro-reserva, chaveiro, envio de até cinco litros de combustível em caso de pane seca e troca de pneu furado.

A Citroën garante a procedência e quilometragem desses usados com cobertura mínima por 12 meses de componentes internos do motor, turbo, transmissão (manual ou automática), sistema de arrefecimento e injeção eletrônica. Os carros que entram para o programa passam por uma checagem de 93 itens e o consumidor pode fazer um test drive. Segundo a Citroën, foram criadas condições de pagamento especiais para esses usados.

“O Confiance também é vantajoso para o concessionário porque é a Mapfre que assume a responsabilidade legal de três meses válida para motor e câmbio”, afirma Marcelo Brandão. Vale dizer que os carros que integram o programa Confiance saem segurados por um ano por essa companhia. Ao fim do período, o proprietário pode manter os benefícios caso renove com a seguradora.

DESVALORIZAÇÃO ACOMPANHADA

Com base na tabela da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), a Citroën realizou estudos sobre a depreciação dos modelos C3 Picasso GLX, Aircross GLX e C4 Hatch 1.6 GLX. “As variações ano a ano são alinhadas com a concorrência”, salienta o diretor-geral da Citroën do Brasil, Francesco Abbruzzesi.

O executivo reconhece que o histórico de desvalorização da marca no Brasil é muito forte e por isso era preciso ter o respaldo em estudos que demonstrassem que hoje a depreciação de seus carros é semelhante àquela de outras marcas presentes no Brasil.

Em pouco mais de duas décadas, a Citroën vendeu no Brasil 610 mil automóveis. De janeiro a maio deste ano, 52.260 veículos Citroën mudaram de mãos. Esse volume equivale a 1,8% da movimentação do mercado de usados.