
A nova geração do C3 já tem sua versão elétrica europeia. Apresentado pela Citroën, o ë-C3 começará a ser vendido no continente no segundo trimestre de 2024 de olho na concorrência chinesa.
A variante zero combustão do C3 será produzida na unidade da Stellantis na Eslováquia, sobre a arquitetura Smart Car, versão simplificada de uma plataforma usada na Índia – desta plataforma sairão sete outros modelos elétricos, inclusive o novo Fiat Panda.
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Desta forma, o ë-C3 promete ser um modelo de baixo custo. O preço do hatchback elétrico vai começar em € 23.300, o equivalente a R$ 124 mil em conversão direta pela cotação de quarta-feira, 18.
Com os benefícios dos países europeus à compra de EVs, o carro pode sair por € 18 mil (R$ 96 mil). Para se ter ideia, modelos “populares” elétricos no continente custam, em média, € 30 mil (R$ 160 mil).
“Tornou-se mais difícil para as fabricantes de veículos europeias satisfazer as expectativas dos clientes do segmento de compactos. Esta é uma nova forma de quebrar as convenções do mercado”, afirmou o gerente geral da Citroën, Thierry Koskas, durante a apresentação do ë-C3.
Como é o novo Citroën C3 elétrico

O C3 elétrico tem basicamente as mesmas dimensões do hatch a combustão. O modelo é dotado de baterias de ferro-fosfato de lítio de 44 kWh que alimentam o motor com o equivalente a 113 cv (83 kW).
Segundo a Citroën, o C3 elétrico cumpre o zero a 100 km/h em 11 segundos. A autonomia, pelo ciclo europeu WLTP, é de 320 km com uma carga completa. As baterias, por sinal, podem ir de 20% a 80% da capacidade em 26 minutos em carregadores rápidos do tipo DC (100 kW).
O carro será vendido com o aplicativo e-Routes, que possibilita planejar viagens de maior distância com o elétrico. Pelo app MyCitroën, os donos do ë-C3 também poderão gerenciar os horários de carregamento, bem como pré-aquecer ou pré-arrefecer as baterias, assim como conferir o nível de carga das mesmas.
Suspensão diferentona para o segmento
Uma das novidades no novo C3 elétrico é o seu sistema Progressive Hydraulic Cushions (algo como almofadas hidráulicas progressivas, em tradução livre) para definir o jogo de suspensão. Em vez de batentes mecânicos, ele usa batentes hidráulicos, um em cada roda, que atuam em conjunto com os amortecedores e a molas.
Funciona da seguinte maneira: em situações de compressão e descompressão da suspensão em terrenos pouco acidentados, a mola e o amortecedor controlam os movimentos verticais.
Em buracos maiores e terrenos mais desnivelados, a mola e o amortecedor trabalham em conjunto com os batentes hidráulicos. As peças absorvem e dissipam melhor a energia provocada pelos trechos irregulares, minimizando solavancos e aquele “fim de curso”.
Aposta no sucesso do C3

A Citroën aposta que o C3 elétrico pode se valer das boas vendas de seu original a combustão. Hoje, o hatch é o modelo mais popular da marca francesa e representa 29% das vendas da fabricante na Europa. Só no segmento compacto B, o C3 tem participação de 11% no continente.
Vale lembrar que, por lá, o C3 usa a antiga arquitetura PF1, que serve ao C4 Cactus. No Brasil, esta terceira geração do hatchback foi baseada no modelo indiano e em uma versão de baixo custo da plataforma CMP.