
A atualização do compacto da linha DS inclui também nova roda de 17 polegadas, iluminação interna na cor branca e mais equipamentos. A gama tem três versões, com preços que partem de R$ 79.900 mil e chegam a R$ 89.880 na topo de linha, que tem como opcional apenas banco com revestimento de couro com aquecimento, por R$ 2,9 mil. O carro já vem bem equipado desde a configuração de entrada, com itens como ar condicionado, monitoramento da pressão dos pneus e controle eletrônico de estabilidade (ESP).
O motor permanece o mesmo: THP de 165 cavalos de potência, desenvolvido pela PSA Peugeot Citroën em parceria com a BMW. O propulsor leva o carro de zero a 100 km/h em 7,3 segundos. Outro destaque são os novos equipamentos. Há sistema de navegação GPS com tela colorida de 7 polegadas, câmera de ré e frenagem automática quando há risco de colisão. A tecnologia funciona com um sensor a laser no para-brisa em velocidades de até 30 km/h. O dispositivo detecta o risco de impacto e, caso o motorista não pare o carro, aciona os freios de forma independente. O DS3 mantém ainda as diversas opções de customização que, segundo a companhia, atendem o cliente que busca exclusividade e design. É possível personalizar teto, retrovisores e friso lateral, por exemplo.
O modelo será oferecido nas 168 concessionárias brasileiras da Citroën. Francesco Abbruzzesi, diretor geral da companhia no Brasil, aponta que a rede não tem estoque, o “consumidor encomenda o carro do jeito que quiser”, explica. As entregas, segundo ele, demoram cerca de quatro meses, já que o modelo é produzido na França e importado para o Brasil dentro da cota de 4,9 mil carros que a companhia pode trazer do exterior anualmente sem pagar o adicional de 30 pontos porcentuais na alíquota do IPI, determinado no Inovar-Auto, regime automotivo que entrou em vigor em janeiro de 2013.
VENDAS
A expectativa é vender 300 unidades do carro por ano. O modelo responde por cerca de 50% dos emplacamentos da linha DS no Brasil. A família premium teve 4 mil veículos entregues desde 2012, ano em que foi lançada no País. A Citroën espera que a configuração mais cara do DS3 represente cerca de 60% das vendas, a intermediária, 30%. A versão de entrada deve responder por apenas 10% do total negociado.
O modelo começa a ser oferecido nas concessionárias imediatamente, mas as primeira unidades reestilizadas só deverão ser entregues ao consumidor no fim deste ano. No Salão do Automóvel de São Paulo, que abre as portas para o público no próximo dia 30, a companhia apresentará a versão conversível do novo DS3 para medir o interesse dos consumidores. “Vamos decidir depois se essa configuração poderá ser encomendada pelo cliente brasileiro”, revela Abbruzzesi.
A companhia mostrará também no evento mais um carro da linha DS, o utilitário esportivo DS6, produzido e vendido atualmente apenas na China. A estratégia é a mesma: mensurar o potencial do veículo no mercado nacional. “O segmento de SUVs é bastante interessante no Brasil, assim como é na China. Esse carro faz parte da nossa estratégia de desenvolvimento global da linha DS.”
Enquanto reforça o posicionamento premium, a marca francesa vê suas vendas no mercado nacional encolherem. O diretor geral da companhia conta que os emplacamentos devem cair de 9% a 10% este ano no País e admite que a retração dos negócios da Citroën será ainda maior, de 12%. De janeiro a setembro a companhia negociou 41,9 mil carros, com queda de 14% em relação ao mesmo período do ano passado.
“O mercado está difícil. Nosso market share, que em 2013 foi de 1,8%, deve ter leve redução para 1,7% este ano”, estima o executivo. Ainda assim, Abbruzzesi não acredita que o resultado seja ruim considerando o posicionamento da marca. “Nosso carro mais barato começa em R$ 42 mil”, lembra.

