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Giovanna Riato, AB
A Citroën encara 2011 como um ano especial. Pela primeira vez a montadora ultrapassou a conterrânea Peugeot em vendas com 30.090 unidades no primeiro quadrimestre, 2,8% de participação no mercado e oitava posição no ranking. Para aproveitar a boa maré, a francesa apresentou nesta terça-feira, 24, seu principal lançamento para este ano, o C3 Picasso.
A expectativa é vender 1 mil unidades do monovolume por mês e abocanhar de 8% a 10% do segmento, que deve ficar entre 120 mil e 130 mil unidades em 2011. “Este é um objetivo razoável, devemos ir além”, aponta Ivan Ségal, presidente da marca para o Brasil.
Lançado na Europa em 2009, o C3 Picasso passou por diversas mudanças no centro de design brasileiro para agradar ao consumidor local. Entre elas estão a substituição da grade frontal, aumento do tamanho das entradas de ar e alterações no desenho da parte traseira para suavizar o visual reto do modelo.
O francês chega para esquentar a briga dos monovolumes, e vai encarar o Fiat Idea, o Chevrolet Meriva e o Kia Soul, que vem ganhando espaço no segmento. Com motorização 1.6 litro, a versão de entrada do modelo tem preço a partir de R$ 47.990.

Expansão no mercado
O presidente da Citroën tem uma visão bem particular sobre e o mercado nacional e, além de ampliar as vendas para ganhar market share, pretende reforçar a imagem premium da marca. “Nós não vamos entrar no segmento de carros populares”, determina. Confira abaixo a entrevista completa do executivo à AB webTV:
Para ele, lançar um modelo com preço abaixo de R$ 40 mil seria um tiro no pé. O executivo afirma que outras marcas fizeram isso e ampliaram os volumes mas agora não conseguem emplacar modelos com maior valor agregado.
Ségal prefere caminhar devagar com foco no longo prazo. Este é um dos motivos para o C3 Picasso ser o único lançamento da marca para este ano. “Vamos concentrar esforços neste modelo. Não faz sentido apresentar um novo carro a cada três meses, nossos concessionários irão se perder”, acredita.
A expectativa da Citroën é ampliar as vendas em 31% em 2011, para 112 mil unidades. O presidente reconhece que o avanço registrado no primeiro quadrimestre foi impulsionado pelo bom momento da economia nacional, com a elevação da renda dos brasileiros. Baseada nisso, a marca tem estratégias para o longo prazo.
“Se hoje muitas pessoas estão comprando o primeiro carro, em 2020 estes consumidores buscarão um veículo de desejo e comprarão um Citroën”, defende. Com esta expectativa, o executivo prefere investir na imagem da marca no lugar de fazer promoções para ampliar as vendas.
Outra ofensiva está na área de produtos, que são planejados para terem grande longevidade. “Temos modelos lançados há anos e que ainda têm um bom volume de vendas”, explica Ségal. Com cinco lançamentos previstos até 2014, o presidente enfatiza que as novidades terão como foco ampliar a linha e não apenas substituir modelos.

