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Pedro Kutney, especial para AB
Xavier Duchemin, diretor mundial de marketing da Citroën, veio ao Salão do Automóvel de São Paulo conferir de perto as projeções ambiciosas que a marca francesa faz para o Brasil. “O país já está entre nossos cinco maiores mercados e deverá se tornar o terceiro maior em dez anos”, garante o executivo.
Pouco antes, Ivan Ségal, presidente da Citroën do Brasil, destacou que após atingir crescimento de 26% nas vendas este ano, a expectativa é repetir o mesmo desempenho porcentual em 2011, quando a marca deverá superar pela primeira vez a marca das 100 mil unidades vendidas no país, chegando a 110 mil. E até 2020 a expectativa é avançar mais de 100%, com 180 mil unidades.
Duchemin conta que para isso a Citroën vai lançar no mínimo um modelo completamente novo no mercado brasileiro pelos próximos dez anos. “Nossa intenção é participar de todos os segmentos. Vamos surpreender com muitos novos produtos no Brasil”, garante.
Um dos segmentos em que a Citroën pretende aumentar a oferta de produtos é a de comerciais leves, onde hoje só atua com o furgão Jumper (fabricado pela Iveco em Sete Lagoas, MG). “É um segmento interessante, pois com as restrições de circulação de caminhões nas grandes cidades brasileiras a demanda por veículos leves de carga vai subir”, avalia.
Sobre o primeiro Citroën brasileiro, o Aircross, Duchemin confirmou que o modelo tem boas chances de ser vendido também na Europa, exportado daqui ou fabricado lá, a depender das condições econômicas. “Em apresentações internas todos gostaram do carro. Nossas representações na Itália, Reino Unido e Alemanha demonstraram grande interesse em ter o modelo para vender nesses países”, conta. “Mas o Aircross foi projetado para os brasileiros e nossa prioridade é o Brasil. Depois que o modelo se consolidar voltaremos a fazer a pergunta se não podemos vendê-lo em outros mercados maduros.”