
O executivo aponta que a projeção feita pela marca no fim do ano passado indicava que o mercado interno enfim voltaria a crescer este ano. “Trabalhávamos com cenário de aumento de 4% a 5% das vendas para 2017, para cerca de 2,1 milhões de unidades. A performance fraca do primeiro bimestre, no entanto, aponta para estabilidade, com o mercado no mesmo patamar do ano passado”, projeta.
Segundo ele, dois fatores atrapalharam o esperado início da recuperação das vendas logo no começo do ano: falta de confiança na economia e escassez de crédito. Ele diz que, sem melhora palpável da situação do país, os consumidores permanecem com medo de perder o emprego e evitam, portanto, fazer investimentos importantes, como na compra de um carro novo. Diante deste cenário, diz, os bancos seguem com a oferta de financiamentos retraída. Solti avalia que as vendas devem começar a crescer de fato só no segundo semestre do ano, com a tendência de convergir para o resultado estável até o fim de 2017.
No cenário de estabilidade, o executivo pretende alcançar sensível evolução para a Citroën no mercado nacional. Ele projeta a venda de 30 mil carros no país ao longo do ano. Ainda que seja sobre base fraca de comparação, o resultado representaria aumento importante de 22%. Com isso, Solti projeta que a marca encerre o ano com fatia de 1,3% das vendas nacionais.
