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Citroën projeta estabilidade em 2017 após 1º bimestre fraco

A queda nas vendas de veículos no mercado brasileiro pegou de surpresa alguns executivos das montadoras, que esperavam começar 2017 com números melhores do que os registrados no já muito fraco 2016. Paulo Solti, diretor geral da Citroën é um dos integrantes desse grupo. “O resultado foi frustrante”, admite, comentando os 282 mil veículos emplacados entre janeiro e fevereiro, número que representa baixa de 6,4% na comparação com o de igual período de 2016 (leia aqui).
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Giovanna Riato

06 mar 2017

2 minutos de leitura

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O executivo aponta que a projeção feita pela marca no fim do ano passado indicava que o mercado interno enfim voltaria a crescer este ano. “Trabalhávamos com cenário de aumento de 4% a 5% das vendas para 2017, para cerca de 2,1 milhões de unidades. A performance fraca do primeiro bimestre, no entanto, aponta para estabilidade, com o mercado no mesmo patamar do ano passado”, projeta.

Segundo ele, dois fatores atrapalharam o esperado início da recuperação das vendas logo no começo do ano: falta de confiança na economia e escassez de crédito. Ele diz que, sem melhora palpável da situação do país, os consumidores permanecem com medo de perder o emprego e evitam, portanto, fazer investimentos importantes, como na compra de um carro novo. Diante deste cenário, diz, os bancos seguem com a oferta de financiamentos retraída. Solti avalia que as vendas devem começar a crescer de fato só no segundo semestre do ano, com a tendência de convergir para o resultado estável até o fim de 2017.

No cenário de estabilidade, o executivo pretende alcançar sensível evolução para a Citroën no mercado nacional. Ele projeta a venda de 30 mil carros no país ao longo do ano. Ainda que seja sobre base fraca de comparação, o resultado representaria aumento importante de 22%. Com isso, Solti projeta que a marca encerre o ano com fatia de 1,3% das vendas nacionais.