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Citroën quer América Latina como pilar para vender 1 milhão de carros

CEO da marca aposta no sucesso de modelos como o SUV cupê Basalt, o qual define como um ‘sonho acessível’
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Vitor Matsubara

14 out 2024

3 minutos de leitura

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Faz três anos que a Citroën vive uma nova fase no Brasil. Desde o anúncio da estratégia C-Cubed, um ousado plano comercial para reformular a gama de produtos da marca, a empresa se reposicionou no mercado.


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Agora, o objetivo é oferecer produtos mais acessíveis e de maior volume, algo bem diferente do visto nos derradeiros anos da extinta PSA Peugeot Citroën, quando a montadora passou pelo momento mais delicado em sua trajetória no Brasil.

Se até dois anos atrás o C4 Cactus era o único automóvel de passeio à venda no país, esse cenário mudou bastante desde 2022. Além do Cactus, os novos C3, C3 Aircross e o recém-lançado Basalt estão nas concessionárias.

Foi justamente por conta da estreia do SUV cupê que Thierry Koskas veio ao Brasil. O CEO da Citroën participou de uma descontraída mesa redonda com parte da imprensa especializada, incluindo Automotive Business.

Brasil é protagonista para a Citroën

Em um bate-papo descontraído, o francês elogiou o desempenho da Citroën e reforçou a importância da América Latina para o planejamento da companhia. Disse, inclusive, que o Brasil exerce um papel de protagonismo nesse plano.

A meta é chegar à marca de 1 milhão de unidades comercializadas dentro de “dois a três anos”. É um crescimento expressivo, visto que, em 2023, a Citroën vendeu aproximadamente 700 mil carros globalmente.

“A América Latina é um dos três pilares dessa estratégia da Citroën fora da Europa, ao lado de Oriente Médio e Índia e região”, revelou.

Koskas elogiou a gama de produtos advinda da estratégia C-Cubed. 

“Hoje temos uma ótima linha de produtos que atendem às necessidades de países como Brasil e Argentina, tanto é que podemos vendê-los na América Latina e em outros mercados futuramente”, disse o executivo.

Brasileiros desenvolvem produto global

Thierry enalteceu o trabalho da filial brasileira da Stellantis – e dos profissionais do continente como um todo. 

“Nós temos uma das melhores equipes de engenharia na América Latina porque elas podem trabalhar em projetos globais sem problemas”.

De quebra, o executivo ainda revelou que a equipe está empenhada no projeto global de um veículo inédito.

“Como CEO, eu mantenho conversas constantes com o Emanuele (Cappellano, CEO da Stellantis América do Sul) e, para mim, é um orgulho enorme saber que o time brasileiro está contribuindo com o desenvolvimento desse projeto. Está em sua fase inicial porque será lançado depois de 2025. Agora só posso dizer que será um projeto para dois mil e alguma coisa (risos)”.

‘Sonho acessível’ define nova fase da marca

Questionado sobre a percepção do consumidor (especialmente aos que veneram os produtos sofisticados do passado) em relação à Citroën, Thierry acredita que oferecer modelos cobiçados a um preço mais baixo define a nova fase da empresa.

“Somos uma marca francesa e é importante estarmos sempre conectados às nossas raízes. Nosso objetivo é oferecer um sonho acessível e o Basalt é um bom exemplo disso. Queremos dar ao cliente a possibilidade de o cliente comprar um SUV que seja acessível”, afirma Koskas. 

“Acho que a Citroën está posicionada no coração do mercado brasileiro, pois competimos com os grandes players que vocês conhecem, como Renault e GM. Estamos tentando atender às necessidades do brasileiro com produtos que são interessantes e acessíveis. Esse é o nosso objetivo principal”, conclui o CEO da Citroën.