
A Clariant procura no Brasil e em outros países clientes dispostos a investir numa planta de etanol celulósico Sunliquid. Uma unidade montada isoladamente teria custo aproximado de US$ 100 milhões de dólares. “Esse valor diminui bastante se ela for integrada a uma usina convencional”, diz Mitchell. Entre as vantagens do Sunliquid estão o pré-tratamento do bagaço sem produtos químicos (o que reduz o gasto com insumos desse tipo em até 50%) e a produção de enzimas integrada ao processo.
Outras vantagens apontadas pela Clariant para o processo Sunliquid são a utilização de equipamentos-padrão da indústria de papel e celulose e outros encontrados em usinas. “Grande parte da instalação poderia ser fornecida com equipamentos encontrados aqui no Brasil”, diz Mitchell, que acredita que há uma grande chance de a primeira planta com tecnologia Sunliquid ser erguida no Brasil.
Além do pacote de tecnologia, que inclui culturas starter para produção de enzimas integrada ao processo, a Clariant oferece desenvolvimento de projetos personalizados, suporte para aquisição e logística de matérias-primas e capacitação de colaboradores, entre outros serviços.
Parte do etanol celulósico feito em Straubing foi consumida no Brasil por caminhões P 270 Scania comprados pela Clariant e utilizados numa fábrica em Suzano, SP (veja aqui).