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Clima de impasse na COP 15 em Copenhague

A Conferência do Clima de Copenhague (COP 15), maior encontro do gênero na história, começou ontem, 7, e segue até 18 de dezembro. O evento recebe delegações de 192 países para buscar um projeto de redução na emissão dos gases causadores do aquecimento global.
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Redação AB

08 dez 2009

2 minutos de leitura

Há propostas bastante diferentes para dificultar o consenso e as dificuldades maiores estarão em obter concessões dos Estados Unidos e do Canadá, que produz petróleo a partir de areias betuminosas.

Os Estados Unidos prometem redução de 17% nas emissões em 2020 ante 2005, enquanto os europeus falam em reduzir 20% em 2020 sobre o que os países do bloco emitiram em 1990. Sobre a mesma base, os Estados Unidos prometem reduzir apenas 3% ante o que foi emitido em 1990, um número bem mais fraco que o da UE.

Um dos cinco maiores emissores de CO2 do mundo, o Brasil propõe reduzir 36% a 39% em relação ao que é projetado para 2020. Para atingir o objetivo, o país pede recursos e apoio para evitar o desmatamento, responsável por uma grande parte das emissões nacionais.

Apesar da estimativa do Banco Mundial, que conclui serem necessários US$ 270 bilhões em investimentos anuais para combater aquecimento global, foi colocado em negociação no primeiro dia do encontro um acordo para destinar US$ 30 bilhões para ações de redução nos próximos três anos. O Brasil, junto com G-77, bloco que envolve 77 países entre eles Índia e China, defende que o acordo não é o suficiente.

Confira algumas propostas:

Estados Unidos
Cortar emissões em 17% até 2020, ante 2005. Em contrapartida pede que emergentes, principalmente a China, reduzam emissões e que não sejam impostas barreiras ao crescimento econômico.

China
Em 2006 o país passou os EUA no volume de emissões. O gigante asiático propõe entre 40 e

União Europeia
O bloco sugere cortar entre 20 e 30% das emissões até 2020, comparando com o volume de 2005 mas exige um acordo que coloque os países ricos em mesmo nível de esforço.

Japão
Redução de 25% nas emissões até 2020, ante 1990. Quer ser reconhecido como líder nos esforços climáticos e exige compromisso idêntico dos outros países.

Rússia
Com emissões mais baixas do que em 1990, graças à desaceleração econômica, o país promete chegar a 2020 com 25% a menos de emissões ante 1990 se outras nações também trabalharem para isso.

Índia
Com emissões altas de CO2, pede apoio para redução de carbono e o financiamento dos países ricos para adaptações e cortes.

Canadá
Promete reduzir em 3% emissões até 2020, em relação à 1990, mas não quer limites para explorar as areias petrolíferas.

Fontes: Agência Brasil, Valor Econômico e Estadão.