
A ação da empresa de autopeças certamente causou algum embaraço aos organizadores, mas o caso foi conduzido longe da imprensa. Automotive Business soube do caso e procurou o estande da Zen, onde conversou com o diretor comercial Luiz Mesquita de Camargo.
Ele revelou sua indignação com a descarada cópia de produtos e catálogos da Zen, mas já sabia que algo parecido poderia acontecer. Na Automechanika realizada em Frankfurt de 12 a 17 de setembro do ano passado já havia acontecido algo semelhante. “Lá, o catálogo da empresa chinesa era uma cópia exata no nosso e, ao final, trazia a prova do crime dando crédito dos produtos à Zen. É desconcertante e difícil entender como essas empresas burlam até mesmo a lógica” – disse Camargo.
O executivo explicou a Automotive Business que o alvo da clonagem no Anhembi são start drives, componentes do motor de partida dos automóveis. A engenharia desses componentes é dominada internacionalmente e cada fabricante legal inclui alguns requintes técnicos no interior da peça. Os chineses copiaram as peças e os catálogos correspondentes, segundo a Zen.
A brasileira Zen prepara-se para comemorar os 50 anos de atividades no Brasil. Com cerca de 1.100 funcionários na unidade de Brusque, produziu 9 milhões de peças em 2008. No ano passado faturou cerca de US$ 60 milhões, pouco mais da metade graças a exportações. A marca está presente em diversos mercados e participa com alguma regularidade de feiras como a Automec. “A clonagem de peças automotivas é um caso de polícia. Basta ficar atento ao que acontece nessas exposições” – assegura Camargo.
O desdobramento do episódio ainda deve ser esclarecido.