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CNI e Fiesp criticam aumento da Selic

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Redação AB

03 mar 2011

2 minutos de leitura

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Stênio Ribeiro e Daniel Mello, Agência Brasil

O aumento de 0,5 ponto percentual na taxa básica de juros “é inadequada e desconsidera a tendência atual de evolução dos preços e da atividade econômica”, de acordo com avaliação do presidente da Confederação Nacional da Indústria, Robson Braga de Andrade.

Ele afirmou que indicadores recentes “confirmam o desaquecimento da atividade [industrial], provocado por medidas de restrição ao crédito, pela valorização do câmbio e a elevação dos juros em janeiro”.

Em sua opinião, o aumento da Selic promovido nesta quarta-feira, 2, pelo Comitê de Política Monetária (Copom) não é o melhor caminho para o combate à inflação, pois a alta da inflação é resultado, segundo ele, da elevação dos preços dos alimentos e da commodities (produtos básicos com cotação mundial) no mercado internacional, que não são influenciados pela variação dos juros no país.

Andrade ressaltou que “a alta dos juros tem impacto negativo sobre os investimentos e a produção industrial”, e enfatizou que o corte no Orçamento Geral da União (OGU), no valor de R$ 50 bilhões, “dá mais coerência às políticas monetária e fiscal, e permitiria um ritmo menos intenso na elevação dos juros”.

Exagero

A Federação das Indústrias de São Paulo classificou como “exagero” o aumento de 0,5 ponto percentual na taxa básica de juros, para 12,75% ao ano. Esse é a segunda elevação do ano.

“Os impactos desse ciclo de elevação da taxa de juros irão desaquecer nossa economia ainda mais no futuro próximo”, alertou o presidente da federação, Paulo Skaf.