Ele afirmou que, até o final desta semana ou no máximo no início da semana que vem, a CNI deverá divulgar uma revisão da sua expectativa para o crescimento do PIB neste ano. A atual projeção da Confederação é de que a economia cresça 5,5%. Segundo Ávila, o novo número deve ficar perto de 6%.
O economista da CNI, Flávio Castelo Branco, afirmou que a recuperação está sendo sustentada principalmente pelo mercado interno. “As exportações ainda não se recuperaram integralmente da perda causada pela crise em 2008”, disse.
Apesar da CNI também ter verificado aumento do nível de utilização da capacidade instalada – de 81,1% em fevereiro para 82,6% em março – Castelo Branco não vê nessa redução da ociosidade riscos inflacionários. “Não vejo pressão. O processo é salutar, pois gera uma trajetória de crescimento virtuoso, com a retomada dos investimentos”.
Castelo Branco afirmou que a recente alta dos juros autorizada pelo Comitê de Política Monetária (Copom), de 0,75 ponto porcentual, foi um “ajuste fino”. O economista não acredita em um processo mais intenso de elevação da Selic. “Essa alta visa moderar o ciclo para que fique menos intenso”, disse.
Fonte: Leonardo Goy, da Agência Estado.