
De acordo com o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, espera-se que haja uma redução considerável do custo de energia. “Tem que ser uma redução forte, porque pequena não resolve o problema”, disse. Segundo o presidente da CNI, uma redução entre 10% e 15% seria satisfatória, mas alguns setores, como o de alumínio, precisariam de um ajuste maior, de 20% no mínimo. “É claro que gostaria que fosse bem acima disso, porque a energia brasileira hoje é a segunda mais cara do mundo”, disse.
Paulo Godoy, presidente da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), disse que os vencimentos das concessões do setor elétrico, que começam em 2015, podem resultar em redução de custos, “um dos elementos importantes para a competitividade industrial”.
Godoy também defende uma revisão dos impostos e encargos setoriais que incidem sobre a energia, como a Conta de Consumo de Combustíveis (CCC) e a Reserva Global de Reversão (RGR). Para ele, outros cortes, como no Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), PIS e Cofins, também poderiam ajudar.
Além da questão da energia, investimentos na área da infraestrutura foi discutido no encontro. O relançamento das concessões de estradas, liberação de novas autorizações para portos e ampliação das concessões de aeroportos serão importantes para o país.
Godoy avalia que, de modo geral, as medidas do Plano Brasil Maior dependem de maior estrutura no país. “Elas [medidas] são importantes, são pontuais, terão efeito, mas o efeito permanente se dará através de políticas mais estruturantes”, disse.