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CNI: setor automotivo puxa queda na produção industrial

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cria

08 nov 2011

3 minutos de leitura

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Redação AB

A produção industrial no País continua dar sinais de desaceleração, puxada pelo setor automotivo. Pelos dados da pesquisa de indicadores industriais da CNI, Confederação Nacional da Indústria, divulgados na terça-feira, 8, a utilização da capacidade instalada teve queda de 0,6% em setembro ante agosto, ao utilizar 81,6%. As horas trabalhadas na produção foram 1,3% menores e o emprego recuou 0,3% no mesmo comparativo livre de influência sazonal. Apesar dos indicadores em baixa, o faturamento da indústria cresceu 1%, o quarto aumento consecutivo.

O gerente executivo de política econômica da CNI, Flávio Castelo Branco, disse em nota que o aumento do faturamento combinado com a queda dos demais indicadores reflete que a empresas estão vendendo os estoques acumulados durante o primeiro semestre e, em alguns setores, aumentando o uso de componentes importados. Castelo Branco afirma que em 2012 a expectativa é de queda na demanda externa causada pela crise na Europa e pela desaceleração da economia nos Estados Unidos.

Em outra pesquisa realizada pelo IBGE, a produção industrial caiu em sete dos 14 locais pesquisados pelo instituto. A queda mais acentuada foi no Paraná, de 13,5% em setembro na comparação com agosto. Vale lembrar que a fábrica da Volkswagen em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, ficou parada por uma semana em setembro. (leia aqui)

Na média nacional a queda da produção industrial foi de 0,2%. Em estados importantes para o setor como São Paulo e Rio de Janeiro houve queda de 4,2% e 3,0%, respectivamente. Em Minas Gerais a atividade industrial recuou 2,7%.

Em contrapartida, Goiás apresentou expansão de 8,8% seguido pelo Amazonas, 4,3%, onde está instalado o PIM, Polo Industrial de Manaus, centro que reúne todas as montadoras de motocicletas no País. Outros estados também registraram alta na atividade industrial, como Ceará, 2,5%, Espírito Santo, 2,5%, Pernambuco, 1,6%, e a Bahia, 1%.