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CNI totalmente contrária à recriação da CPMF

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cria

05 nov 2010

2 minutos de leitura

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A Confederação Nacional da Indústria é “completamente contra” a recriação da CPMF, que seria repaginada de Contribuição Social da Saúde (CSS), com alíquota de 0,1%. A posição foi manifestada nesta sexta-feira, 5, pelo presidente da entidade, Robson Braga de Andrade, após reunião da Mobilização Empresarial pela Inovação, em São Paulo.

“A iniciativa não resolve o problema da saúde. Acho que antes de pensar em novas receitas, temos de pensar em melhoria da gestão”, defendeu Andrade. Para ele, a proposta de recriação da CPMF, extinta pelo Senado em 2007, vai na “contramão de tudo aquilo que o próprio governo do presidente Lula e a presidente eleita Dilma Rousseff têm falado sobre a redução da carga tributária”.

Robson Braga de Andrade adiantou que o empresariado já está se mobilizando para contestar a intenção de lançar mais um tributo: “Vamos mostrar que esse não é o caminho. O governo tem de explicar primeiro para a sociedade como é gasto o recurso que ele arrecada, o quanto é gasto na atividade-fim e o quanto é perdido na burocracia”, disse.

De acordo com o presidente da CNI, é contestável a informação de governadores eleitos e reeleitos, líderes do movimento de recriação da CPMF, segundo a qual o impacto do imposto nos custos seria muito pequeno, de 0,15%. “Isso não é a realidade. Dependendo da cadeia produtiva, esse valor pode chegar a 8%”, rebateu Andrade.