
A CNT (Confederação Nacional do Transporte) propôs, por meio de nota técnica, a redução da quantidade de biodiesel presente no óleo diesel vendido nos postos de combustível brasileiros. De acordo com a entidade, a diminuição em 50% (ou mais) terá efeito imediato sobre o preço do combustível – pressionado atualmente pela cotação internacional e pela desvalorização da moeda brasileira. A CNT lembra ainda que essa medida já foi adotada em ocasiões anteriores. A Petrobras, aliás, anunciou na segunda-feira, 8, um novo reajuste, o quinto do ano, que no caso do diesel terá aumento de 5,5%.
A entidade explica que, atualmente, o diesel comercial vendido no Brasil tem 13% de biodiesel em sua formulação, e que esse percentual difere do utilizado em outros mercados. Nos países da Comunidade Europeia, por exemplo, o nível é 7%, no Japão é de 5% e no Canadá, varia entre 2% e 4%. Ainda de acordo com a CNT, a redução do biodiesel não prejudicaria a emissão de poluentes. O contrário, ou seja, o biodiesel em excesso é que pode aumentar a emissão de dióxido de nitrogênio – poluente danoso à saúde e ao meio ambiente.
A nota técnica publicada pela CNT lembra ainda dos possíveis efeitos negativos que o uso do biodiesel pode provocar nos caminhões – especialmente os mais antigos: formação de borra que danifica reservatórios e outros componentes do sistema de alimentação dos veículos por conta da propriedade do biodiesel de absorver umidade, podendo contaminar o combustível. A entidade afirma ainda que, caso seja necessária, uma redução significativa do preço do diesel nos postos poderia ser conseguida “zerando” a mistura de biodiesel durante um período determinado.