
A intenção é que o assunto possa ser melhor discutido com todas as partes. Empresários de outros setores – comércio, indústria, construção civil – também participaram da reunião.
A Proposta de Emenda Constitucional aguarda apreciação do plenário e prevê a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais e a elevação da hora extra para 75% sobre o valor da hora normal. Clésio Andrade e os outros representantes do setor empresarial afirmaram que este não é o melhor momento para definir um assunto tão importante. “Uma discussão fora de período eleitoral é mais racional. Tem que discutir fora de paixão política”, considera.
Andrade defendeu a necessidade de investimento em qualificação profissional e não a redução de horas de trabalho. Ele citou que na área de transportes há postos de trabalho sem serem preenchidos por falta de mão de obra qualificada. “Temos mais de mil caminhões bitrem parados. São caminhões de alta tecnologia embarcada e falta motorista qualificado.”
De acordo com o presidente da CNT, se a PEC for aprovada a redução da jornada de trabalho poderá impactar as tarifas de transporte entre 6% e 8% e os fretes, entre 6% e 10%.
Fonte: NTC e Logística.