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Cobertor curto

Ontem li uma matéria na edição das maiores e melhores empresas da revista Exame. A publicação aponta que, até 2014, US$ 11 bilhões serão investidos no setor automotivo para a construção de novas fábricas e ampliações das existentes. Para cada milhão de dólares aportado, é necessária a contratação de um novo engenheiro. Isso significa que o setor deverá admitir 11 mil profissionais da área nesse período.
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Redação AB

20 jul 2012

2 minutos de leitura

Logo em seguida, em outra revista, agora a Você S/A, li um artigo que indicava que os bancos estão vencendo a disputa pelos engenheiros. Os salários são de três a cinco vezes maiores do que os oferecidos em outras áreas.

Nessa mesma coluna, em março de 2011 escrevi um artigo intitulado “Engenheiro, garanta o seu” (leia aqui). Não quero ser repetitivo, mas o risco das montadoras é muito grande. Dados mais recentes mostram que se formam no Brasil aproximadamente 41 mil profissionais por ano. A necessidade atual do mercado é de 75 mil no mesmo período. Sabe-se também que somente três em cada 10 vão atuar em suas áreas respectivas.

O mercado será sempre uma alternativa. Ir buscar na concorrência faz parte do jogo. Mas o problema agora é mais complexo e urgente. A concorrência também vai contratar e não existem recursos disponíveis. Nem haverá num futuro próximo, muito menos em 2014.

O mercado desses profissionais é como cobertor curto. Se tapar de um lado, destapa de outro. Se eu fosse o presidente dessas montadoras chamaria o diretor de RH e perguntaria: qual é o seu plano para contratar os engenheiros necessários para levar a cabo nosso projeto de implementação da nova fábrica ou ampliação das existentes?”

Para dar uma apimentada na sopa, operações fora do sudeste do país terão uma tarefa bem mais árdua pela frente!

Adoraria estar presente para ouvir as respostas.